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sexta-feira, agosto 16, 2013

Breve: Herrera e o papel do Porto B

«A equipa B será um espaço importante de competição para os jogadores que não jogarem no domingo. O Herrera foi convocado no outro jogo e não foi utilizado, pelo que achamos que deveria de competir na equipa B e ele respondeu da melhor maneira. Isso irá acontecer com mais jogadores que não figurem na convocatória».

Pelas palavras de Paulo Fonseca o papel da equipa B do FCP parece ser essencialmente para rodar jogadores dos A, dar-lhes alguma competitividade, algum ritmo. Ainda, no caso do Herrera, diz o treinador que lhe reconhece «grande qualidade (…), mas veio de uma realidade totalmente diferente. Acho que a sua utilização na equipa B irá ajudar na adaptação».

Não conheço, obviamente, as ideias do treinador do Porto B nem se estarão em sintonia com as de Paulo Fonseca. Contudo, se a ideia é adaptar o jogador a uma nova realidade, seria melhor para Herrera jogar numa equipa B com os mesmos princípios de jogo e as mesmas ideias que a equipa A. Se não, essa adaptação será deficiente. O contexto da equipa B poderá não reflectir o da equipa A e se tal acontecer, essa adaptação de pouco serve para além do melhoramento da condição física.

Faz-me confusão que se use uma equipa B para rodar jogadores da equipa A. Se se tratar de 1 jogador ou 2 e se a questão for melhorar a condição física, consigo aceitar. Não consigo contudo compreender que se convoquem 4 ou 5 jogadores de um plantel, para jogar num jogo onde a maioria dos jogadores pertence a outro. Já para não falar que assim se rouba espaço de progressão aos jovens jogadores do plantel B, mas essa não parece ser a prioridade do Porto.

6 comentários:

DC disse...

"Contudo, se a ideia é adaptar o jogador a uma nova realidade, seria melhor para Herrera jogar numa equipa B com os mesmos princípios de jogo e as mesmas ideias que a equipa A."

Não discordo disto, mas vindo ele da América do Sul acho que tanto pela equipa A como pela B pode adaptar-se a uma maior velocidade do jogo e a um menor espaço para jogar, muito mais de acordo com o futebol europeu do que com o sul-americano.
É uma mera adaptação inicial, é óbvio que ele é jogador da A, isto serve apenas, digo eu, para acelerar a integração dele e mantê-lo em competição.
Os jovens jogarão, aliás basta olhares para os plantéis e contratações das equipas B para veres que o Porto praticamente só promoveu juniores e não contratou mais ninguém, ao contrário por exemplo do benfica que tem para lá os irmãos todos dos jogadores da A.

Gonçalo Matos disse...

Olá DC,

Sim, eu percebo que a ideia seja essa. De qualquer das formas, irá jogar com jogadores com os quais nunca treinou, sob comando de um treinador que não é o de todos os dias. Além do mais, ideias de jogo diferentes podem levar a que a adaptação ao ritmo e espaço do futebol europeu sejam feitas de forma diferente, mas certamente que o PF tem isso em consideração.

Quanto aos miudos jogarem, o ano passado também tinham um plantel completo e foram vários os jogos em que estavam em campo 3/4 jogadores do plantel sénior. No modelo da estrutura do Porto são poucos os juniores que conseguem chegar à equipa senior e essa aposta não é recorrente, portanto até faz sentido que usem a B pra por os da A em forma. O caso do Benfica é que não se percebe minimamente, parece que compram jogadores aos pacotes familiares.

Na minha opinião as equipas B servem pra preparar jogadores para no futuro representarem a equipa A e por tal, deveriam partilhar dos mesmos principios de jogo que a equipa A. Nesta perspectiva compreende-se a ida de Herrera para a B.

Anónimo disse...

Caro Gonçalo,

Subscrevo a opinião do DC. Não lhe posso dizer qual o modelo da B porque não acompanho, mas creio que a posse e o pressing são mais ou menos transversais a todos os escalões. De qualquer dos modos, o aspecto táctico é só uma das componentes da formação. E, também, formação não se esgota em jogadores de 13 anos, nem na Masia. O Porto tem sido dos melhores do mundo na formação, e poucos jogadores das escolas aparecem na equipa A.

Cumprimentos,
António Teixeira

Gonçalo Matos disse...

Ola António,

Sim, eu também concordo convosco quanto ao caso do Herrera. E quanto à formação do Porto, se considerarmos que os do plantel sénior estão em processo de formação, entao sao os melhores do mundo a exportar. O ano passado o Porto B tinha muito pouca qualidade, pelo menos apresentou pouca nos jogos em que vi e nao era nem equipa de posse nem de pressão, mas as coisas também mudam.
Qual a vossa opinião quanto ao papel das equipas B?

Anónimo disse...

Caro Gonçalo,

Os do plantel sénior estão em formação claro. Eu vejo o termo formação desse ponto de vista, não sei se a definição que se dá é essa.

Para mim, o papel das equipas B deve estar essencialmente ligado ao modelo desportivo do clube e futebolístico da equipa principal. Ou seja, deves procurar formar o jogador (junior/novo reforço), de acordo com o modelo da equipa e do clube, e penso que o Porto cumpre com isso, de certo modo. Claro que há coisas que devem ser universais nesse processo (decisão etc), mas também penso que o principal depende dos diversos modelos dos diversos clubes.

Um post sobre a equipa B do Porto, já que não acompanho, e se não tiver mal meter aqui:

http://tribunaportista.blogspot.pt/2013/08/o-papel-da-equipa-b-sinais-para-o-futuro.html

Cumprimentos,
António Teixeira

João Tudela disse...

Boas,

Atenção que o grosso do modelo de jogo do FCP é igual desde a equipa Sénior aos Benjamins (com as devidas adaptações para cada escalão). Tudo anda à volta de 3 grandes princípios (posse de bola, zona pressionante e transições fortes que aproveitem a desorganização do adversário), dos quais aparecem vários sub-princípios. Portanto não é por aí que haverá problemas na adaptação do Herrera (ou de outro qualquer jogador)

Abraço a todos