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sexta-feira, julho 26, 2013

Tata Martino

"Para os muitos objetivos que temos pela frente, considero que o Barcelona tem, inclusivamente, um plantel mais curto do que o do Newell's, de onde venho"
"Sempre me adaptei bem a todos as equipas que já treinei. Sempre joguei de formas diferentes dependendo dos jogadores que tive à minha disposição."
"Têm todas as condições para jogar os dois juntos. Se não o pudessem fazer o problema seria sempre do treinador e não dos jogadores."
"O meu primeiro objetivo é manter o hábito vencedor do clube. Quero contagiar os jogadores com toda a força e motivação que trago para abraçar este projeto. Penso que temos condições para viver anos felizes daqui para a frente."
"Sim, absolutamente. Não ganhar um título seria um fracasso. O Barcelona é o melhor clube do Mundo"

Ancelotti, está fácil ser campeão este ano!

Com este discurso, começo (talvez demasiado cedo) a desacreditar no sucesso do Barcelona nesta temporada.
Assim o penso porque se há coisa que o plantel do Barcelona tem é profundidade. Quem não o compreende, não compreende a forma de jogar que levou o Barcelona a triunfar na era Pep, nem percebeu a degradação com Tito.
Tata, tens mais que plantel para ganhar tudo, apesar de isso não ser o mais importantes, ainda (que pelo que dás a entender) não o percebas.
O problema de teres jogado de maneiras diferentes, dependendo dos jogadores, é pensares que os jogadores só estão formatados para determinado tipo de jogo. Isso não é verdade. Tata, olha para o Bayern de Guardiola que já roubou o record de posse de bola que os catalães detinham há 309 jogos consecutivos. Curioso o facto de Guardiola levar 247 jogos. Portanto, não é dos jogadores Tata, é de ti!
O menos mau, é o facto do treinador Argentino, começar a assumir responsabilidades no caso de um eventual fracasso do Barça.
O pior ainda, é ele não perceber o que é fracasso. Fracasso, Tata, não é não ganhar títulos! Guardiola, ganhou uma taça de Espanha no seu último ano no Barcelona e ainda assim tinha a melhor equipa do mundo! Percebes isso Tata? O importante não é ganhar troféus, é o legado (palavras de Xavi). E o legado é a organização colectiva da equipa e é aí que vai estar todo o sucesso, ou insucesso que possas ter.

Um fracasso seria ser campeão, a jogar de forma miserável, como já muitos fizeram. Um fracasso seria não ter uma proposta de jogo de qualidade, descaracterizando, ainda mais, o Barcelona.

Quando digo "Tata", não me refiro ao novo treinador do Barcelona, exclusivamente. dirijo-me a todos os que pensam que o importante é a bola na baliza. O importante não é isso, o importante é o que se faz para que se tenha maior probabilidade da bola entrar na baliza...

21 comentários:

30 disse...

Percebo o alcance do post mas não posso concordar com ele. Como em tudo, tem de haver um intermédio, e Tata claramente domina-o. Sem querer entrar na discussão do que foram as suas declarações para dentro, até porque não conhecemos quais os objectivos delas, é importante ver que a análise que faz é correcta, pois o bom treinador é o que explora e potencia o melhor dos seus jogadores, e para isso tem de se adaptar a eles. O exemplo Guardiola é completamente utópico porque tanto Barcelona como Bayern são equipas top que têm obrigação de controlar sempre o jogo e ter uma superioridade enorme em relação aos demais. Certamente que se o Guardiola fosse treinador do Rio Ave não poderia jogar da mesma forma, porque simplesmente não exploraria ao máximo as capacidades dos jogadores e acabaria por os levar ao insucesso. O Tata tem crescido imenso na carreira, no Paraguai teve de jogar num sistema muito defensivo e explorando situações de transição. Não fosse o penalty de Cardozo falhado e tinha eliminado a Espanha no Mundial. Hoje vimos o Newell's apresentar um futebol de enorme qualidade, claramente um futebol europeu, que se não fosse um apagão de luz a 10 minutos do fim, teria feito dele finalista e, quem sabe, vencedor da Libertadores. O bom treinador é o que consegue tirar sempre o máximo da sua equipa, e nisso Tata tem sido implacável.

Cumprimentos

slbcarlitos disse...

Fazendo a transposição para o caso de Jesus diríamos que a sua passagem pelo Benfica tem sido um sucesso? Não há dúvidas que Jesus trouxe um legado para o Benfica, uma filosofia de jogo, um conceito, que vai ficar na história do clube mesmo que com poucos títulos até agora.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra. É importante sim o legado e concordo em absoluto com Xavi nesta questão e é por isso que este Barcelona da última década vai ficar para sempre na memória de quem teve o privilégio de assistir. Mas são também importantes as vitórias e os títulos.
Gerardo Martino vai ter que ganhar para conseguir manter o cargo. Mas ganhar não lhe basta.
A missão que tem pela frente não é fácil mas está no lugar mais fácil para o conseguir.

Roberto Baggio disse...

30, lá está, disse-o, talvez demasiado cedo.
Quanto ao exemplo Guardiola, não, não é utópico. É, simplesmente, a forma como ele vê o jogo que define a forma como a equipa dele vai jogar. Tu dizes que são equipas que têm obrigação de dominar o jogo, tal como o Benfica, e este muitas vezes não o faz.

Portanto, é da ideia do treinador e não das características dos jogadores. O sistema de jogo e uma ou outra dinâmica podem ser alterados por isso. A ideia principal de jogo não.

Guardiola, no Arouca, contra o Barcelona jogava na mesma em posse. Claro que a qualidade individual não iria permitir que dominasse sempre, mas ainda assim, notarias nos jogadores a intenção de o fazer, porque é a ideia chave que o treinador passa a equipa!

Relembro, P.Fonseca no Pinhalnovense, relembro o jogo no dragão para a Taça de Portugal contra AVB... Relembro as delcarações de AVB no final da partida...

A ideia de jogo do treinador não é algo negociável, não se pode vender e mudar. Dessa forma nunca vais convencer completamente os jogadores e vais mudar consoante a força do adversário...

Se José Mourinho regrediu, foi exactamente por ter "vendido" a ideia de jogo dele.
Ele dizia: "No início da minha carreira, pensava que sabia tudo sobre futebol".
Eu acrescento, sim José, sabias. Tinhas uma ideia de jogo fantástica. Vendeste-te por um título em Espanha, vendeste uma ideia, pela adaptabilidade e pronto, lá se foi a sustentabilidade, lá se foi a regularidade que ele sempre teve (em número de vitórias em jogos, e sobretudo e jogar melhor que o adversário).

Mas lá está, é a minha opinião. Pode ser não ser factual. O olho que vê é diferente, se um dia me aperceber do meu erro, estarei cá para o dizer :)


Abraço

Roberto Baggio disse...

slbcarlitos,

A forma como eu vejo o sucesso é diferente. E para mim, Jesus tem tido sucesso no Benfica. Faltam, títulos, é verdade, não nego, não escondo que queria mais. Mas consigo perceber perfeitamente as razões do fracasso dele. E consigo perceber ainda melhor que há do outro lado uma formação fantástica, com 2 grandes treinadores nos últimos 3 anos (AVB, Vítor Pereira) e com qualidade individual acima do Benfica.

Acho que para manter o cargo ele não vai precisar de ganhar. Se apresentar um futebol maravilhoso, como o Barcelona nos habituou, mesmo que não ganhe nada no primeiro ano, vai ganhar no segundo e no terceiro, títulos muito importantes, porque qualidade de jogo, associada a qualidade individual que eles têm, só pode ter esse resultado.

Abraço

DC disse...

Concordo contigo na questão do modelo de jogo e da adaptabilidade. Embora não possamos perceber exactamente o que ele quer dizer com isto já que, por exemplo o Pep jogava tanto em 4-3-3 como em 3-4-3, logo tinha alguma variância no seu esquema, mantendo os princípios.
Se ele mudar de esquema táctico mas mantiver os princípios de jogo do Barça, não penso que isso seja mau.

Quanto à profundidade tenho que concordar com ele.
O Barça tem 1 guarda-redes em final de contrao e um suplente muito mau;
Depois tem um central com muito potencial mas má cabeça como é o Piqué, um senhor central mas sem joelhos e que dificilmente voltará a jogar ao mais alto nível com esta nova cirurgia como é o Puyol e um central de futuro como o Bartra. Depois tem para lá Mascherano e Song que nem são centrais nem são nada...

No meio sim tem grandes opções, embora a perda do Thiago tenha sido catastrófica, o empréstimos de Rafinha inoportuno e a eventual saída de Fabregas acabasse de vez com as possibilidades de rotatividade nesta área.

Na frente está bem ao nível de extremos, mas na minha opinião falta um real substituto para o Villa, alguém com capacidade de definição e finalização e que soubesse jogar na ala a descair para zonas de finalização.

A equipa B tem excelentes promessas mas não penso que tenha um central capaz de entrar na equipa. Vejo apenas o Sergi Roberto e eventualmente o Samper como capazes de se afirmar no plantel já este ano.
Portanto, acho que no mínimo um central tem que vir.


Finalizando, essa do recorde de posse de bola contra uma equipa sem Busquets, Xavi, Iniesta e Cesc para mim não vale. Contra o Mascherano e o Song até o Porto de VP lhes roubava a posse facilmente.

Roberto Baggio disse...

DC, o Barcelona apresentou vários 11 sem esses nomes que referiste no tempo de Guardiola e Tito, inclusive em jogos de Champions... Curioso que ainda assim ninguém lhes conseguia tirar a bola, porque o modelo estava lá e a ideia estava lá. E é só isso que vai acontecer com o Bayern... a ideia, mesmo que não ganhe...

Quanto ao central, bom, quem não tem cão, caça com Mascher. Guardiola via-o diferente de todos nós...
É essa a única lacuna do plantel, não desculpa o discurso dele, que diz que tem um plantel menos profundo que o Newells, isso só pode ser piada.
Quanto a Villa, que já poucas vezes jogava, Neymar, tens Cesc, tens Alexis e tens Tello, se possível Cuenca. O Sergi Roberto vai ficar nos seniores e parece-me boa opção para rodar no meio-campo com Fabregas, Song, Xavi, Iniesta e Busquets.

Abraço

Daniel Martins disse...

Não interpretei a 2ª frase do Martino de forma tão radical como tu. Para mim TODOS os treinadores adaptam a sua forma de jogar aos jogadores que têm. Uns mais, outros menos, mas há sempre pormenores que não são iguais. Posso estar a precipitar-me porque ainda só vi um jogo do Bayern, mas não acho assim tão semelhante o jogo dos alemães com o do Barcelona de Guardiola. Sim algumas coisas estão lá, como a proximidade entre os jogadores, as mudanças de flanco, os vários passes para as costas da defesa adversária.. etc, etc. Mas também se nota que este Bayern joga de forma mais objectiva e que não previligia tanto a posse de bola. E isto porque Pep sabe que os jogadores que tem a disposição tem outras qualidades e defeitos que os do Barça não tinham.

Dizes que se Guardiola treinasse o Arouca jogaria da mesma forma. Será? Será que seria possível pôr em prática o tiki-taka sem médios que soubessem jogar de primeira e que não soubessem dominar uma bola com um toque apenas? Sem defesas que soubessem sair a jogar ou fazer passes directamente para os avançados? Atrevo-me a dizer que a tentar jogar assim, o Guardiola durava pouco no Arouca. Uma coisa que as pessoas se esquecem é que o modo de jogar do Pep exige a presença de jogadores com boa técnica e muita inteligência. Coisa que ele teve em Barcelona e que tem no Bayern. Dois clubes com alguns dos melhores jogadores do mundo e com dinheiro para comprarem o que acharem necessário. Guardiola foi para mim o treinador mais revolucionário que alguma vez vi. Mas o sucesso de um treinador e das suas ideias de jogo estará SEMPRE dependente dos jogadores à sua disposição.

Voltando ao Martino, é óbvio que se ele não ganhar nada este ano será um fracasso. Guardiola apenas ganhou uma Taça do Rei no seu último ano, mas já tinha um estatuto no clube que lhe permitia ficar mais 2 ou 3 anos no Barça sem ganhar nada. Porque os adeptos confiavam em Pep e na equipa e acreditavam que aquele ano tinha sido apenas um acaso e que rapidamente voltariam a vencer. Martino "deixou" o estatuto dele na Argentina, aqui a margem de manobra dele não será grande. E em regra a margem de manobra é decidida pelos adeptos e pelo dinheiro. Para ti o mais importante não são os resultados. Para mim também não. Mas somos uma minoria num mundo de adeptos que espera resultados e títulos, mesmo que eles estejam associados à sorte e/ou más arbitragens. E são os resultados que trazem dinheiro aos clubes. Enfim, é o mundo que temos!

30 disse...

Como disse, percebo a tua ideia apesar de não concordar com ela. E o melhor exemplo tens agora no Benfica, onde o Jesus se mantém fiel e agarrado às suas ideias, o seu sistema continua idêntico, e vai desaproveitar o Djuricic ou o Markovic, que são 2 jogadores de tremendo talento, mas que não podem jogar em simultâneo porque não há a posição 10, e não há um 4x3x3 que os potencie.

Em relação ao Guardiola, a ideia dele será sempre esta, mas ele tem adaptado e está a adaptar no Bayern. Tem-se visto a equipa a jogar posicionalmente e com dinâmicas colectivas completamente diferentes das que existiam no Barcelona. O segredo está em ser fiel aos seus princípios e às suas ideias, mas potenciando os pormenores que farão da equipa mais forte.

E agora deixo-te esta questão. Pegas numa equipa que tenha Atsu, Suazo e Iturbe, por exemplo. Como treinador vais continuar a preveligiar a posse, o ataque posicional, quando os jogadores pedem metros nas costas da defesa para correr e explorar transições? Vais manter os teus princípios quando eles não darão o retorno em termos de resultados ao colectivo?

O legado constrói-se com títulos e resultados. E não acredito que o Guardiola com esta ideia de futebol obtivesse resultados em qualquer outra equipa de top europeu que não fosse um Bayern ou um Barcelona, que nos últimos anos têm sido tremendamente superiores a todos os outros.

Roberto Baggio disse...

Daniel e 30, eu disse isso. Podes mudar algumas dinâmicas, disposição dos jogadores, etc... Mas a ideia central está lá... A equipa ia sempre ter a intenção de ter a bola... E essa seria a chave. E é aí, na intencionalidade, e na concretização regular da intenção que se mostra a ideia chave do treinador.
Só isso... Não disse que o jogo do Bayern, vai ter tanta qualidade que o do Barcelona, não sou parvo.
Mas a equipa vai ter sempre, sempre, mais bola que o adversário. E por exmplo, o Arouca, não ia ter mais bola que o Barcelona, mas ia dar para perceber, que na sua realidade (com a devida proporção) teria sempre mais bola que o adversário. É isso que digo ser inegociável.

Eu acredito que se Guardiola tivesse começado no Milan, Juventus, Inter, Manchester, Real Madrid, Man. City, Arsenal, Chelsea, teria tido sucesso, sempre. Não na proporção que teve no Barcelona (em termos de títulos e de jogo), mas teria a melhor proposta de jogo do mundo na mesma e ganharia, pelo menos, uma champions pelo caminho...

Quanto a outra questão, sim, jogaria em posse na mesma...
Com algumas cedências óbvios derivado do que disseste. Com o aproveitar das costas da defesa, só depois de ter atraído a defesa adversária. Mas certamente que os jogadores iriam em muitos momentos tentar transições rápidas. Acredita que eu iria lutar contra isso, no treino, no feedback e no jogo com todas as minhas forças.



Abraço

DC disse...

Sim, mas eu estou desde já a separar as águas.
Tata nunca vai chegar aos calcanhares de Pep como não chega quase nenhum treinador na história do futebol.

Eu olho para ele com dúvidas naturalmente, mas acredito que pode ser melhor por exemplo do que o Tito.
Agora já me mentalizei de que o Barça perderá este ano a posição de melhor equipa do mundo para o Bayern e face ao plantel e modelo de jogo do Ancelotti pode até perder a hegemonia interna.
Mas também, com o que ainda se vai mantendo do modelo de Pep, se Tata conseguir instituir novamente uma pressão no meio-campo adversário competente, uma construção a partir da defesa cuidada e uma maior proximidade entre as linhas estará a melhorar o que fez Tito.
E por isso ainda tenho esperança que este Barça possa ser muito forte para o ano.

DC disse...

E já agora deixo-te esta frase dele que me dá alguma esperança:

"High pressure and winning the ball back fast are things we want to bring back to the team."

Pelo menos alguns dos sintomas da doença do Barça de Tito ele conseguiu identificar.

Roberto Baggio disse...

DC,
Se assim for, como o disse, estarei cá para o aplaudir :)

30,
"O legado constrói-se com títulos e resultados."

Não, 30, o legado constrói-se com uma boa ideia de jogo, vincada e bem fundamentada. Com ou sem vitórias (títulos), os jogadores assim o perceberão. E posso falar, já por experiência.

Eu e o Ronaldinho, vamos começar a 3ºÉpoca como treinadores. E nestes dois anos trabalhámos jogadores, alguns durante apenas 4 meses, e mais de 50% deles ficaram com o legado lá, sem títulos! Eles percebem bem, pah aquilo faz sentido, e notam logo que o treinador lhes pode ensinar muito e isso é o legado. E os que conseguiram chegar a outro nível (5), o que dizem é, só pensava naquilo que os misters ensinavam, e é realmente assim que se joga lá, era isso que o meu treinador pedia (estamos a falar de uma diferença de juvenis/juniores do distrital, para juvenis/juniores/seniores do nacional). O legado, acredita, nada tem haver com vitórias (entenda-se títulos).

Abraço

Anónimo disse...

O Bayern já era a melhor equipa do mundo no ano passado (2012/13) e eliminou na champions o vencedor do campeonato onde jogou o barça de guardiola (2011/12). Não venham fazer do bayern uma equipa de trazer por casa e que o Guardiola trouxe para outro nível.

Anónimo disse...

DC,

O Porto de Vitor Pereira disputava a posse com o Barcelona do Tito, não é dificil com a qualidade do Porto e com a pobreza dos processos. O Bayern do Heynkes não disputou a posse porque não quis. Até o Depor teve, a meio de um jogo, 52%-48%.
Não conheço o Tata Martino, mas ai também já diz que quer recuperar o pressing alto e a agressividade. O Barcelona do Tito pressiona alto, mas pressiona muito mal.
Olha, o Barcelona não é a melhor equipa do mundo há muito tempo. Desde o início da época passada se nota que o modelo mudou. Aliás, a hegemonia interna deve-se ao Messi ter ganho um campeonato quase sozinho e ao Madrid ter andado a jogar ao GTA balneário.

Cumprimentos,
António Teixeira

DC disse...

Sim, eu também acho que o Messi fez no ano passado a melhor época individual(ou 6 meses já que se lesionou depois) da história do futebol.

Mesmo assim, mesmo com o início do fim causado por Tito, por exemplo no 1º jogo contra o Bayern o Barça assumiu claramente o jogo.
Sim foi goleado, mas sofreu 2 golos de bola parada e 3 golos irregulares. Perdeu 4-0 mas até ao início da 2ª parte não foi inferior ao Bayern.
Perdeu a cabeça depois do 2-0 e perdeu-a também devido a uma arbitragem incompreensível e a várias condicionantes, nomeadamente físicas.
E não concordo que o Bayern não tenha disputado a posse de bola, simplesmente aquele Bayern não tinha a devida cultura de posse para o fazer, como se viu na meia hora final onde jogou sempre em transição rápida e bola bombeada para os extremos.

Na 2ª mão não houve jogo sequer, Messi não jogou e os restantes entraram para fazer o frete e nada mais, não retiro conclusão nenhuma desse jogo já que a eliminatória estava mais do que decidida.

Isto para dizer o quê? Que o Bayern arrasou o Barça por 7-0, mas a mim não me provou que fosse melhor que o Barça. Aquele Bayern, contra um Barça com Messi a 100% e com Puyol e Piqué no centro, não sei se passava a eliminatória.

Agora, este Bayern de Pep não dependerá certamente de questões físicas, de arbitragens, de bolas paradas. Vai simplesmente ser melhor!

Roberto Baggio disse...

DC, em número, género e grau.
Com as devidas ressalvas sobre Messi. Que esteve em Milão e em paris e não perdeu porque... Sim o Barça foi melhor, mas esteve demasiado perto de perder. Ou seja com o bayern perdia sempre, poderia é dar muito mais trabalho do que o que deu.

De resto, sim, não me provou, como o escrevi que fosse melhor.
Melhor é dominar o jogo, assim como o Porto faz contra o Benfica, daí o Porto ser melhor.

Anónimo disse...

DC,

O Barça não dominou nem controlou. Isso é aparente. Até porque qualquer recuperação do Bayern tinha muita probabilidade de dar perigo, ocorrendo em qualquer zona do campo. O Barça criou uma oportunidade em futebol corrido ( a que o Messi não chega a passe do Pedro, salvo erro). Teve mais bola, mas de que servia ao Bayern ter bola se: 1º o Barça tinha a bola mas não controlou o jogo. 2º, o Bayern cria mais perigo em transição do que em organização.

Ter a bola nem sempre significa controlar o jogo, é preciso saber o que se faz com ela. Lá está, o Porto contra o Benfica nunca esteve perto de perder e teve a bola, o Barça contra o Bayern esteve sempre perto de perder (por mais que os golos tenham sido irregulares, o resultado é justo pela diferença de qualidade entre as duas equipas naquele jogo e na epoca inteira) e teve a bola.

Sublinho, este ano, o Barcelona sem o Messi e com um Madrid normal, lutava pelo terceiro lugar com o Valência e com o Málaga, e duvido muito que passasse contra o Benfica sequer. Isso diz muito da equipa. Como diz a pouca vergonha que foi ter que meter o Messi manco para ganhar ao PSG. É a comédia levada ao extremo lololol.

Cumprimentos,
António Teixeira

DC disse...

António, não disse que dominou.
Disse que assumiu o jogo e que até ao 2-0 não foi inferior.
O Bayern marca em 2 cantos e depois faz o 3-0 naquele atropelo ao Alba.

Antes disso o jogo estava equilibrado e como tu dizes com o Bayern à espera do contra-ataque. Daí eu dizer que o Bayern não provou ser melhor que o Barça.
Porque se o Barça tivesse feito um jogo a um nível alto como fez várias vezes durante a época e antes da lesão do Messi (que foi contra o PSG e a partir daí não me venham dizer que o Messi voltou a jogar) o Bayern a jogar daquela forma podia perfeitamente ter perdido.

Eu não estou a dizer que o Barcelona provou ser melhor que o Bayern nesse jogo.
Mas estou a dizer que esse Bayern não provou ser melhor que o Barcelona habitual. Mesmo com os erros de Tito, um Barça sem tantas lesões e castigos, um Barça sem o treinador em Nova Iorque toda a época (se Tito percebia pouco imagina o que percebe o Roura), e claro um Barça que tivesse uma arbitragem normal, podia ter chegado à final.

E não concordo minimamente contigo na questão da justiça do resultado. um 4-0 com 3 golos irregulares nunca pode ser uma margem justa, especialmente se são os 3 primeiros golos, que arrasam psicologicamente o adversário. E se bem me lembro antes do 3-0, além dos golos o Bayern só tem 1 grande ocasião que é aquela do Robben em que tenta o remate em vez de passar.

E não é pela questão da posse de bola, concordo contigo que a posse de bola não quer dizer nada se não souberes o que fazer com ela. Mas uma equipa que joga como o Bayern jogou, esperando pelo erro do adversário para contra-atacar, se tem apanhado o Barcelona de Pep por exemplo, teria sido humilhada porque o Barça dificilmente iria errar tanto e permitir contra-ataques.
E a sensação que fiquei após este jogo, tal como contra o Milan fora ou alguns dos jogos contra o Real, é que não foram os adversários que os ganharam. Foi o Barça que os perdeu por falta de criatividade no ataque.

Anónimo disse...

DC,


O único jogo grande que o Barça fez em termos foi, na época passada, o do Milan em casa (descontando o da primeira mão da Supertaça, porque acho que ai as ideias do Tito ainda não estariam implementadas).
Podemos colocar milhões de cenários hipotéticos e arranjar mil e uma desculpas, mas a verdade é que o Barça foi muito inferior ao Bayern, e foi autenticamente atropelado por uma equipa muito superior. Basta ver, o Barça terá rematado 3 (?) vezes à baliza em 120 minutos. O Barça teve a bola mas não soube o que fazer com ela.

Um pequeno reparo: o Bayern não esperou por erro nenhum, o Bayern potenciou o erro, que é muito diferente. As zonas de pressão do Bayern foram construidas para o Barcelona perder a bola, de modo a criar transições que aproveitassem o desiquilibrio do Barça.

É perigoso dizer que não foi x que ganhou foi x que perdeu. Porque assim, podemos dizer, por exemplo, que não foi o Barcelona que ganhou 5-0 ao Madrid, mas antes o Madrid que perdeu por não ter jogado como jogou posteriormente, em outros jogos.

O Barça do Tito não é o mesmo Barça do Pep, e se eu entendia que se dissese, por exemplo, contra o Chelsea, que o Barça foi muito superior, já não concordo que se diga o mesmo sobre o PSG, o Bayern ou o Madrid desta epoca. Se fosse o Barça do Pep seria superior? Muito provavelmente, mas a questão é que não é o Barça do Pep, e o teu erro está ai. O Porto do Jesualdo não seria inferior ao Benfica de Jesus? e o Porto do Libras Boas? Mudasse o modelo, mudasse a análise, necessariamente.
Concluindo, o Barcelona conseguiu fazer um bom jogo nas eliminatórias da Champions (4-0 Milan), merecendo perder (discutivelmente) com o PSG e sendo humilhado e muito inferior ao Bayern. 7-0 numa meia final da Champions é humilhação, com bola ou sem bola. Eu preferia ter uma equipa a jogar como o Bayern do que duas ou três a jogar como o Barça do Tito. Também preferia uma equipa do Barça do Pep a vinte Bayerns, mas isso é outra história.

Cumprimentos,
António Teixeira

Adenda - O Bayern não é melhor que o Barcelona habitual, se com esse conceito te referes ao Barcelona do Pep. Se te referes ao do Tito, em qualquer das versões, o Bayern é superior ao Barcelona.

Antonio disse...

Peço-vos desculpa mas não entendo toda esta desconfiança prematura em relação ao novo treinador do Barcelona.

Segundo julgo saber, Guardiola alicerçou toda a sua ideia de futebol à volta da experiência holandesa do Barcelona e da corrente argentina liderada por Bielsa e à qual também pertence Tata! Estou enganado?

Roberto Baggio disse...

Boas António,

Admito no início do post que posso estar a ser injusto...

Abraço