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sábado, julho 20, 2013

Não costumo gostar de pontas de lança clássicos, a não ser que eles sejam, claro, Mário Jardel









17 comentários:

Gonçalo Matos disse...

Até poderia ter pouca "técnica" de passe ou de drible, mas quem tem um jogador com tanto poder de finalização tem tudo. Ao nível da finalização era dos melhores que já vi, dentro da área tinha uma inteligencia muito acima da média, movia-se sempre bem, apesar de não ser super rápido. Dos melhores pontas do mundo que já vi a finalizar ao primeiro toque.

Só me recordo de mais um ponta de lança, que com tantas "limitações" era tão mortífero, que era o Pippo Inzaghi

Daniel Martins disse...

Se tivesse pouca técnica não tinha marcado metade dos golos que marcou. As pessoas insistem em relacionar "técnica" com "agilidade" e "drible". Jardel, tal como Oscar Cardozo, tinha técnica mas não era ágil. Este tipo de jogadores acabam por ter dificuldades na progressão com bola, nas rotações e em todas as outras situações que envolvam a necessidade de tocar mais de uma vez no esférico. Consequentemente, acabam por ser "obrigados" a desenvolver a sua capacidade de jogar ao primeiro toque, seja na construção de jogo ou na finalização.

KARLOS disse...

Salve amigos

No Brasil temos o seguinte conceito:

TÉCNICA
É a perfeita execução dos fundamentos do futebol (PASSE, DOMÍNIO, CHUTE, CABECEIO.)

HABILIDADE
É controlar a bola no ar, é conduzir a bola em velocidade sem perder o contato com ela, driblando adversários...

Portanto ele não tinha HABILIDADE, mas tinha boa TÉCNICA, e em um fundamento da TÉCNICA (CABECEIO) ele era excepcional, nem PELÉ foi tão eficiente nesse fundamento!!

Mas teve o azar de nascer no BRASIL, q não tolera jogador sem habilidade na sua seleção, é tanto q ele nem é citado aqui, o último q me lembro sem habilidade a vestir a CANARINHA, foi o SERGINHO CHULAPA (Não deixou saudades, muito pelo contrário). Era junto do goleiro (VALDIR PEREZ) os únicos q destoavam daquela equipe maravilhosa de 1982, q no Brasil só não é mais querida do q a de 1970.

O SERGINHO aliás, só foi chamado pq o REINALDO (CRAQUE!! Q A EUROPA NÃO CONHECEU!!ERA PRATICAMENTE O ROMÁRIO CANHOTO) tinha feito cirurgia no joelho, e o CARECA (CRAQUE!!) tinha se machucado na véspera...

Desculpa me empolguei e mudei o assunto...kkkkkk

Abraço
8)

KARLOS disse...

A propósito o q é "PL"?
Desconheço a sigla!

Agradeço a resposta!

Jorge disse...

PL = Ponta de lança

Gonçalo Matos disse...

São boas definições Karlos! E sim, é verdade.. Ele deveria ter sido melhor aproveitado, não só pela selecção como pelos grandes clubes da Europa!

PP disse...

Karlos,

Na caracterização que fizeste ao Jardel, só descordo de uma coisa: ele mais do que técnica de cabeceio tinha uma habilidade natural.

O mesmo acontece com o Radamel Falcao, e mais do que esses dois, para mim, o João Vieira Pinto (o golo que ele marca à Inglaterra no euro2000 é qualquer coisa de fenomenal).

Quanto às definições, certíssimo. Aliás, acho que muita gente confunde ambas as coisas.

Roberto Baggio disse...

PP,
Habilidades naturais não existem, é tudo adquirido.
Abraço

Gonçalo Matos disse...

PP algo que esses 3 que referiste têm em comum é a capacidade de se movimentarem na área, sempre muito inteligentes nas movimentações. Lembro-me do Jardel e do João Pinto no Sporting, a bola parecia que tinha olhos, porque que ia sempre ter ao sitio onde um deles estava.

KARLOS disse...

Salve Jorge, obrigado pela resposta!

Salve Baggio, obrigado pela clareza do título (post)...

Salve Gonçalo, obrigado pelo elogio!

Salve PP

Respeito sua opinião, mas aqui (no BRASIL) ele não demonstrou nenhuma habilidade com os pés... e olha q vi ele por VASCO, GRÊMIO, PALMEIRAS... e nunca empolgou com os pés...

Aliás ele saiu do VASCO por "deficiência técnica", o GRÊMIO compro-o a preço de banana, e o Felipão q não é besta nem nada, deu ordem ao time do grêmio pra jogar sempre com bola aérea procurando o Jardel... desde está época o Felipão preferi jogar com um jogador de referência na área!

Daí o fato de ter o FRED como referência!!

Abraço
8)

Gonçalo Teixeira disse...

Técnica é o contacto com bola. Quem marcava golos como ele marcava com execuções tão exímias, tinha q ter muita técnica.

PP disse...

Karlos,

A habilidade "natural" que para mim o Jardel tinha, era no seu jogo de cabeça. Nos pés, era toda outra realidade para ele... eh! Eh!

A percepção do tempo de salto, do gesto a fazer com o pescoço e com o corpo, para o cabeceamento, mais do que treino e mais do que genético (em termos das suas qualidades físicas, como a altura, o comprimento do pescoço, etc) tem muito a ver com a inteligência inata que ele possuía para aquilo. Em poucas palavras, era o "dom" dele. E que dom diga-se... ;)

Quanto ao Felipão, acho que o Fred é mais do que um avançado de referência. Acho-o até muito completo. Mas, será que em 2014 será o titular? Leandro Damião estará mais maduro. Por outro lado, estou curioso para ver como o Pato irá evoluir na próxima temporada. Depois há Luis Fabiano... Já agora, como está o "imperador" Adriano?

Voltando ao Jardel, aquele 5-3-2 (3-5-2) do Grémio de Scolari, era muito engraçado. O lateral paraguaio Arce a servir bolas para o Jardel, com cruzamentos teleguiados de longo alcance... o índio do Paulo Nunes a gravitar à volta do Jardel e a fazer aquilo que anos mais tarde o João Vieira Pinto fez... ou seja, "um pai para o Jardel"... gostava muito da dinâmica. Processos simples.

Eu acho que o sucesso do Grémio foi exactamente esse. O de processos simples chegar ao golo. Numa altura em que a maioria das equipas apostava, como referiste, em jogadores mais tecnicistas, e muitas vezes menos objectivas, com muito "rodriguinho" à mistura, o Scolari arranjou uma maneira simples de ir directo ao golo. E, resultou. E de que maneira... se não me falha a memória chegaram a ir a uma intercontinental!!!

Roberto Baggio disse...

PP, essa inteligência não é inata. É toda ela adquirida, reitero. Sim é um dom, porque adquiriu aquilo mais que os outros. Mas não nasceu especialmente para isso.
Abraço

PP disse...

Ó Baggio, não estou convencido... ;)

É verdade e concordo que os gestos técnicos aprendem-se. Mas, há uns que aprendem mais rapidamente que os outros.

E, outros que aplicam melhor, nos momentos certos, os gestos que aprendem. E, isso acho que acaba por ser algo inato.

Por exemplo, olhando para os irmãos Boer, do Ajax. O Frank acabou por ser um excelente central, e o Ronald foi apenas um médio razoável. Mas, ambos os gémeos, têm o "mesmo" material genético e tal. Contudo, o dom, a inteligência, a unidade de controlo, segue sempre uma organização complexa e única. Por isso, é que acho que há sempre uma componente muitíssimo importante ligada à inteligência inata do próprio atleta.

Confesso, que é difícil fazer este tipo de divisões académicas, até porque os factores externos (experiência de vida, etc) têm também uma influência terrível.

De qualquer das formas é um assunto muito interessante, sobretudo, para se ter critérios que melhor avaliem os jogadores.

Roberto Baggio disse...

Mas são exactamente esses factores externos que fazem a diferença... É isso que diz que a criança X toma mais atenção ao detalhe na situação Y e dessa forma o desenvolve mais. Ninguém tem estímulos iguais, porque ninguém tem uma relação com o ambiente igual... A experiência de todos é diferente. E isso não tem nada de inato.

Abraço

PP disse...

Baggio,

E, isso não é também a tal inteligência inata que estávamos a falar?

No caso dos gémeos, partindo do pressuposto que tiveram sujeitos aos mesmos estímulos do exterior, o que lhes distingue é exactamente essa tal inteligência inata...

Roberto Baggio disse...

Não, porque apesar de tu pensares que os estímulos são iguais para os dois, não o são. Ou seja: Desde tenra idade os bebés olham para X, Y, Z durante tempos diferente e sobretudo não olham para as mesmas coisas. Isso está completamente fora de controlo, mas são os factores externos que depois ditam maior atenção ao detalhe X ou Y. Isso não tem nada de inato. É adquirido, pelos estímulos.
Estímulos esses, que por mais que tu penses que são iguais, não são. A diferença é sensorial e emocional. Nunca consegues dar estímulos iguais. Porque se o conseguisses, desde bebés, os gémeos seriam exactamente iguais. Mas não controlas o choro, como ele reage ao mamar, etc...
Abraço