Posse de bola no Facebook

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quarta-feira, julho 31, 2013

Estreia de Neymar

Corre por aí um vídeo, nas redes sociais, onde se mostra dá boas vindas europeias a Neymar.
Diz-se, também, que assim se começam a evidenciar as dificuldades que ele irá enfrentar, cá na Europa.

O que me parece é que, se é isso que a Europa tem para lhe mostrar, estamos muito, muito mal. Isto porque uma data de agressões, passíveis de ser punidas com expulsão por vermelho directo ou uma distribuição de amarelos engraçada, iriam apenas tornar Neymar, no melhor do mundo já neste ano. Afinal, já na Libertadores ele está habituado a este tipo de entradas. Então, o que iria acontecer, seria apenas ele tornar-se absolutamente decisivo pelo número de cartões com que iria condicionar a acção das equipas adversárias. Ora, a mim, parece-me uma adaptação perfeitamente fácil de ser conseguida, isto se for, essa a proposta de dificuldade da futebol europeu.
Mas não é esse o caso.

Neymar vai ter dificuldade, não por encontrar defesas duros (isso ele tem encontrado toda a sua vida), mas por defrontar os melhores sistemas defensivos, as melhores organizações colectivas, os melhores modelos de jogo. Essa vai ser a dificuldade. Dificuldade de execução pelo encurtar do espaço, e dificuldade na tomada de decisão (algo que já evidencia) pelo encurtar do tempo.

O real desafio será a acção de Neymar num contexto de grande dificuldade: Receber um passe, no meio de três adversários, perto da área, estando ele de costas para a baliza adversária.
O desafio será perceber a sua relação/interacção com os colegas dentro de campo.

terça-feira, julho 30, 2013

Quem sabe é quem sente...

E quem sente são os jogadores!





Não foram poucas as vezes que eu e o Baggio mudámos o que estavámos a pensar devido à opinião dos jogadores. Mudámos porque eles sabem melhor que ninguém as dificuldades/facilidades que estão a sentir, eles estão no jogo/treino, fazem parte dele, e a solução virá sempre deles independentemente se o treinador ajudou ou não... E nós gostamos de ser parte da solução e não do constrangimento que sentem.
Treinadores que não acreditam nisto, que não confiam nos jogadores, que pensam controlar o que se passa no jogo e que se julgam a solução nunca terão os jogadores verdadeiramente consigo e nunca irão usufruir daquilo que Guardiola usufruiu no video.

Alguns podem dizer que nenhum jogador lhe veio dizer o pensava, ok, isso já demonstra que algo vai mal pois os jogadores não sentem que podem dizer o que pensam ao treinador mas ainda assim não é desculpa. Não é desculpa porque os jogadores não resistem a exprimir o que sentem, e fazem-no de uma forma ou de outra, e o treinador só tem que estar predisposto a ouvir. É estar atento e absorver toda a informação que eles dão, seja a reclamar para o ar a dizer que não tem apoios, seja a dizer ao colega para ocupar determinado espaço, dizer ao outro que tem de correr para trás, queixar-se da marcação do adversário, queixar-se que está sempre só e ninguém lhe passa... uma imensidão de informação que nos chega dos jogadores quer seja de forma intencional ou não. Parece óbvio mas o que vejo são treinadores a tratar destas exteriorizações como birras ou reclamações, às vezes parecem, mas só existem porque eles estão a sentir problemas e são esses os problemas em que temos de os ajudar a resolver pois, imaginem só, esses problemas devem coincidir com os problemas da equipa! Quem havia de imaginar hein!?
Provavelmente poupa tempo e trabalho habituá-los a dizer o que estão a sentir e para isso eles têm que saber que são ouvidos.

Lógico que é muito mais fácil cultivar desde o inicio a comunicação, fazê-los perceber que a opinião deles é importante e responsabilizá-los por esse facto. Pedir a opinião, fazer perguntas e experimentar as ideias deles ajuda nessa responsabilização.
Se a opinião deles é importante, eles têm que ter uma. Se têm que ter uma, têm que pensar e reflectir no que fazem e sentem para poder formar uma opinião.
Nesse caso, estamos a formar uma equipa com jogadores conscientes, pró-activos, que participam no processo de construção do "jogar colectivo" e por isso identificam-se com ele e acima de tudo acreditam nele.

No final, nem mesmo o mais cabeçudo dos treinadores discorda deste facto, quem joga são os jogadores! E nós preferimos ter jogadores que sentem o jogo, pensam e encontram soluções como fez Eto'o e lucrar com elas como fez Guardiola.

segunda-feira, julho 29, 2013

Dortmund 4-2 Bayern

Muitos imponderáveis neste jogo.
Não obstante da justa vitória, o Dortmund tem um treinador a trabalhar há muitos anos com a mesma equipa, enquanto Guardiola tenta implementar um novo modelo de jogo.

Grande jogo de futebol

sábado, julho 27, 2013

Herança



Muitas pessoas têm afirmado que este ano Pep Guardiola estará muito pressionado. Ouvi que, como o Jupp Heynckes ganhou tudo o que havia para ganhar, Pep estaria sempre condenado em não fazer melhor. Nada mais falso, Pep sabe que de facto em termos de resultados, nunca poderá fazer melhor que o ano passado. Mas será que isso tem algum peso para ele? Claro que não. Guardiola sabe que pode fazer muito melhor já, mas em termos de organização colectiva, entenda-se qualidade de jogo. É apenas isso em que Pep se concentra no presente, construir um modelo de jogo que eleve a equipa para outro patamar em termos exibicionais. Por esta altura já deve ter convencido os jogadores a acreditarem na sua proposta de jogo, na sua forma de trabalhar e em conjunto irão com toda a certeza crescer e melhorar muito em relação ao ano passado. Guardiola sente o jogo de uma forma e é passando-a aos seus jogadores que cumpre o seu objectivo. A herança de resultados é pesada? Sim pode ser, mas a herança que lhe interessa é a da qualidade de jogo. A sua preocupação é apenas implementar o seu modelo e garantir que a equipa irá evoluir em termos organizacionais. Títulos? Virão por acréscimo. Ganhar uma vez pode acontecer a qualquer um. Ganhar sempre só acontece a quem se preocupa com a organização colectiva da sua equipa.
Dentro de pouco tempo o Bayern será a equipa que praticará o melhor futebol a nível mundial.
Herança pesada deixou Pep em Barcelona, e não foi pelos resultados. Vejamos, Tito foi o treinador com a herança mais pesada de sempre. Entrou e o Barça no ano anterior tinha ganho apenas a Taça do Rei, mas a equipa praticava de longe o melhor futebol do Mundo. Herança de Tito era colocar o Barça a jogar melhor ou pelo menos igual. Isto sim é um desafio gigante. Tito ganhou a Liga mas a equipa desceu e de que maneira em termos exibicionais e colectivos. Vi o Barcelona de Tito a ser sufocado por algumas equipas, algo que era impensável com Pep. Ganhou? Sim, mas a curto prazo.

sexta-feira, julho 26, 2013

Laudrup

Mais do que nunca, tem-se discutido neste blog os modelos que priveligiam a posse, o que tem criado discussões interessantes sobre o modelo do Barça, o modelo de Pep, ou até a organização ofensiva do Benfica e seus defeitos. Mais recentemente tem-se abordado a capacidade de adaptabilidade do treinador e a sua capacidade de adaptabilidade em função da matéria prima à sua disposição.

O post mais recente sobre Tata Martino caiu que nem uma luva, porque há algum tempo que tinha algo que vos queria mostrar, sobre como Laudrup pensa o jogo. Este excerto foi retirado de uma entrevista que Laudrup deu enquanto treinador do Swansea, que tem sido considerado uma das equipas mais organizadas e mais atractivas do campeonato ingles dos ultimos anos.
Peço desculpa por não o traduzir, mas neste momento tenho a agenda apertada..
"Of course I am offensive minded. But you can be offensive in a naive away, just attacking. Football, if we bring it down very simply, it's when you have the ball and when you don't.
To go back to Barcelona, this is what they do: they say, 'When we have the ball, we need a lot of players near the ball, so when we lose it we have a lot of players near the ball to win it back.' And I think for a couple of years, especially with Guardiola, nobody spoke about Barcelona without the ball because to talk about Barcelona defending doesn't make sense. But it does make sense.
To think about attacking is also to think about positioning. I'm talking a lot to the players here about having lines because for every line you have, you have the possibility of triangles – angles to pass the ball. It's something from the first pages of the football book. But you have to do it, and then you have to do it faster and faster.
When I see a game on the television, and you see afterwards 'possession percentage 60-40', that doesn't say anything for me because it could be that one team is playing the ball between the back four 120 times. It's the same as when someone says, 'Look, one of the central defenders had 98% good passes'. Yeah, but it was from here to there [five yards apart]. For me, possession is to keep the ball while you are waiting for the possibility to penetrate. Every pass is for a reason."
Penso que estas declarações são um bom exemplo de que o mais importante são as ideias do treinador e a sua proposta de jogo. O Swansea não tem jogadores de topo mas tem uma ideia de futebol de topo que lhes permitiu na última época ganhar uma competição importante. Melhores jogadores permitiriam ao Swansea ter maior aproveitamento dos principios que treina, não fariam com que Laudrup pensasse de maneira diferente.
  

Tata Martino

"Para os muitos objetivos que temos pela frente, considero que o Barcelona tem, inclusivamente, um plantel mais curto do que o do Newell's, de onde venho"
"Sempre me adaptei bem a todos as equipas que já treinei. Sempre joguei de formas diferentes dependendo dos jogadores que tive à minha disposição."
"Têm todas as condições para jogar os dois juntos. Se não o pudessem fazer o problema seria sempre do treinador e não dos jogadores."
"O meu primeiro objetivo é manter o hábito vencedor do clube. Quero contagiar os jogadores com toda a força e motivação que trago para abraçar este projeto. Penso que temos condições para viver anos felizes daqui para a frente."
"Sim, absolutamente. Não ganhar um título seria um fracasso. O Barcelona é o melhor clube do Mundo"

Ancelotti, está fácil ser campeão este ano!

Com este discurso, começo (talvez demasiado cedo) a desacreditar no sucesso do Barcelona nesta temporada.
Assim o penso porque se há coisa que o plantel do Barcelona tem é profundidade. Quem não o compreende, não compreende a forma de jogar que levou o Barcelona a triunfar na era Pep, nem percebeu a degradação com Tito.
Tata, tens mais que plantel para ganhar tudo, apesar de isso não ser o mais importantes, ainda (que pelo que dás a entender) não o percebas.
O problema de teres jogado de maneiras diferentes, dependendo dos jogadores, é pensares que os jogadores só estão formatados para determinado tipo de jogo. Isso não é verdade. Tata, olha para o Bayern de Guardiola que já roubou o record de posse de bola que os catalães detinham há 309 jogos consecutivos. Curioso o facto de Guardiola levar 247 jogos. Portanto, não é dos jogadores Tata, é de ti!
O menos mau, é o facto do treinador Argentino, começar a assumir responsabilidades no caso de um eventual fracasso do Barça.
O pior ainda, é ele não perceber o que é fracasso. Fracasso, Tata, não é não ganhar títulos! Guardiola, ganhou uma taça de Espanha no seu último ano no Barcelona e ainda assim tinha a melhor equipa do mundo! Percebes isso Tata? O importante não é ganhar troféus, é o legado (palavras de Xavi). E o legado é a organização colectiva da equipa e é aí que vai estar todo o sucesso, ou insucesso que possas ter.

Um fracasso seria ser campeão, a jogar de forma miserável, como já muitos fizeram. Um fracasso seria não ter uma proposta de jogo de qualidade, descaracterizando, ainda mais, o Barcelona.

Quando digo "Tata", não me refiro ao novo treinador do Barcelona, exclusivamente. dirijo-me a todos os que pensam que o importante é a bola na baliza. O importante não é isso, o importante é o que se faz para que se tenha maior probabilidade da bola entrar na baliza...

quinta-feira, julho 25, 2013

Benfica

Depois de ver o benfica continuo com a sensação que a equipa evolui pouco dentro do modelo dos últimos anos. Continua a expor-se a transições de modo quase ridículo. A equipa tem sempre 5/6 jogadores à frente da linha da bola para a verticalidade do jogo interior, não seria mais seguro haver mais coberturas não só para circular com mais qualidade mas também para estar mais equilibrado na transição defensiva?
Matic é o único que dá algum equilíbrio posicional, o que me parece insuficiente para controlar o jogo quer em organização ofensiva quer em transição defensiva.
Os reforços são craques mas parece-me que vai ser insuficiente para dominar a consistência e qualidade do porto.
Ps: Penso que Artur já merece um concorrente para discutir a titularidade.
Ps2: Este texto é da autoria do Fred

Quem fala assim não é Gago!

Apresentação no Barcelona




terça-feira, julho 23, 2013

Guardiola começa a mostrar-se

Ainda há, naturalmente, muito por trabalhar. Entretanto começam a sobressair alguns princípios de jogo que Pep defende. Talvez seja desta que o mérito todo seja colocado em quem o merece. Por ter a melhor proposta de jogo neste momento, Guardiola, é para mim o melhor do mundo na actualidade.

segunda-feira, julho 22, 2013

A história da Bundesliga: Friburgo dos anos 90


Têm sido transmitidos episódios sobre a história da Bundesliga na Sporttv e hoje tive o privilégio de ver parte deste mesmo episódio que aqui vos coloco. Essencialmente, a parte que me interessou foi a partir do minuto 16, em que contam a história do Friburgo, nos anos 90. Espero que gostem!



domingo, julho 21, 2013

João Mário

Reparem na forma como orienta Viola, para continuar na linha de passe sobre a esquerda. Tem tudo para dar jogador, e ontem provou-o novamente. É muito melhor jogador dentro de um colectivo, e será ainda melhor a jogar com melhores jogadores. Precisa de muitos minutos de jogo, já. É um menino que já conhece o jogo, felizmente. A questão que fica aos dirigentes do Sporting, e do futebol nacional é: Se temos isto nas academias, para quê contratar? E se os temos nas equipas, porque é que não jogam?

Assim vai a formação em Portugal!

Zidane contra Portugal - Euro 2000

Sofrimento a cada toque na bola de Zizou


sexta-feira, julho 19, 2013

Breve: Tito Vilanova abandona Barcelona

«Esta é uma notícia que nunca na vida queria ter dado. Depois dos exames realizados por Tito, ele terá de fazer um tratamento que será incompatível, a partir de agora, com o cargo de treinador. A vida continua. É um golpe duro mas o Barça já recebeu muitos golpes duros e saiu por cima. Este não será exceção» - Sandro Rosell

Antes de mais, as melhoras rápidas para Tito! Que tudo corra bem e que possa em breve voltar a treinar, com toda a saúde possível! E agora fica no ar a questão, q
uem serão os possíveis candidatos para a sucessão?

terça-feira, julho 16, 2013

FCP - Algumas ideias de Paulo Fonseca

Esta análise é referente aos primeiros 40 minutos de jogo entre Porto e Marselha.
Só vi estes primeiros 40, porque um jogador do Marselha foi expulso, tendo ficado o jogo adulterado. Seria interessante, do meu ponto de vista, se fosse um jogador do Porto expulso. Assim, fica apenas o registo deste tempo de jogo, onde já deu para perceber algumas das ideias que P. Fonseca quer implementar, contra o Marselha, que vai jogar a liga dos campeões.
Mobilidade dos homens sem bola fica na retina.

segunda-feira, julho 15, 2013

A nova face do Bayern

Recentemente pude ver  a primeira parte do jogo entre o Bayern e o Hansa Rostock, e fiquei com água na boca. Nota-se a intenção do Bayern manter a posse de bola e jogar bastante pela zona central, em combinações entre vários jogadores. Gostei de ver a grande dinâmica que os 5 da frente  apresentaram, com trocas frequentes entre interiores e extremos.

No tempo que vi alinharam: Neuer, Rafinha, Boateng, Kirchhoff, Alaba; Kroos, Lahm, Ribery; Muller, Pizarro e Shaqiri

O sector que mais me suscitou a atenção foi o meio campo, com Kroos a trinco e com Lahm e Ribery como interiores.  Se o posicionamento do Scarface era esperado, o dos outros dois para mim foi surpreendente. 

É provável que as lesões de Gotze e Bastian e as ausencias dos  jogadores presentes na Taça das Confederações tenham obrigado Pep a montar o meio campo com este trio. Por outro lado, é sabido que Guardiola aprecia que o seu médio mais defensivo tenha grande capacidade técnica pelo que o Kroos surge como uma alternativa bastante viável para essa posição. O caso do Lahm parece-me mais situacional, mas de qualquer forma cumpriu com o seu papel.

Quanto ao novo modelo de jogo, Ribery descreveu-o como 
“pretty strange, totally different from what we’re used to”
Quanto ao possivel onze titular, para este ano, acredito que Guardiola jogue com: Neuer; Lahm, Martinez, Boateng, Alaba; Bastian, Kroos, Thiago/Ribery; Ribery/Thiago, Muller e Gotze

  

domingo, julho 14, 2013

Curtas desta pré-temporada

Lições de Zidane:

«Teres sido um bom jogador não garante que vás ser um bom treinador. Pode ajudar, mas nada mais do que isso»

Aqui, no blog, ouvíamos Jesus dizer que, a maior parte dos jogadores não tem conhecimento do jogo. Ora isso é algo que já sabíamos e é uma realidade que os treinadores enfrentam todos os dias. Pensam, a maior parte dos praticantes da modalidade, sejam eles amadores ou profissionais, que o facto de terem muitos anos como jogadores de futebol lhes garante sabedoria e conhecimento do jogo. Isso parece-me uma espécie de "Empirismo Desportivo", que se instalou na cabeça daqueles que têm necessidade, constante, de protagonismo e que sem terem argumentação para expor uma ideia à alguém, usam argumentos do tipo: "Onde é que tu jogaste!?", ou "Tenho muitos anos disto miúdo!". É esta a riqueza das suas experiências, foi isso, tudo, que aprenderam... Esperteza saloia hein!
Não querendo minimizar o factor experiência, esse só é relevante caso tenha sido rico em aprendizado. Dez, vinte, ou trinta anos de más experiências, em nada contribuem para que se evolua e se ganhe conhecimento da área em que se está a trabalhar. Tivessem os dirigentes nacionais pensado no mesmo que Zidane e, certamente, não estaríamos a passar as vergonhas que temos passado nas selecções jovens, e muitos clubes nacionais teriam tido percursos mais tranquilos no desenrolar dos campeonatos. Zidane deu lições dentro, e hoje, traz algumas para fora de campo. Ainda assim, como diz Mourinho: "Muitos vão ler, mas muito, muito poucos vão retirar algo de positivo do que está aqui exposto".


Mourinho e liderança:

«O Mourinho é um treinador exigente. É duro mas também é divertido nos treinos. Ele tem uma autoridade natural sobre os jogadores e uma forma simples de lidar connosco»
André Schurrle, em entrevista ao site do Chelsea

Muitos dos que pensam que Mourinho pega no chicote, e emprega uns valentes açoites aos seus jogadores, ficariam surpreendidos com a verdadeira natureza dos treinos do Português. A forma como tenta guiar os seus jogadores, convencendo-os que a equipa está em primeiro, em segundo e em terceiro lugar, só havendo espaço para o individual depois disto, é a principal causa dos problemas que tem tido, ao longo destes anos, com alguns jogadores. A verdade é que ele, tem-se sempre revelado um treinador justo no tratamento aos jogadores, e com a evidente felicidade de ter regressado "ao clube do coração" pode ser que vejamos, novamente, José a praticar um futebol alegre e de posse, sem preocupação obsessiva com o resultado, sabendo que jogando bem e com a devida qualidade individual, mais tarde ou mais cedo, os resultados aparecem.



David Moyes:

«A direcção disse-me que não tenho orçamento. Disseram-me para ir buscar quem quiser»
«Estamos a ver os melhores jogadores. Não vou estar a dizer o nome de ninguém mas queremos sempre os melhores jogadores»

Os próximos dias vão ser decisivos para percebermos que tipo de futebol o United de Moyes vai praticar, e que sistema de jogo vai adoptar. O facto de ter luz branca para construir o plantel como quiser, vai acrescentar pressão, ao já pressionado Moyes, pela sucessão de Sir Alex. O perfil de jogador que vai contratar, vai ser a chave que nos vai permitir desbloquear, um pouco mais, o que vai na cabeça do novo treinador do United. O Lateral-esquerdo, deixa uma pista de algumas das ideias de treino e de jogo do escocês. 

Jorge Jesus:

«Fomos mais ofensivos, tivemos mais bola e fomos mais seguros em termos defensivos. Quero realçar o facto de não termos sofrido golos, pois é importante sermos seguros defensivamente», afirmou o treinador do FC Porto, em declarações à Sport TV.

Relevo as afirmações de Fonseca, porque só há um ponto por onde a organização defensiva do Benfica pode melhorar: Ter mais bola, ter menos pressa ao sair para o ataque, garantir mais apoios próximos do portador da bola. Assim, tal como no primeiro ano de Jesus, e independentemente da qualidade do adversário, o Benfica seria campeão. Vamos lá ver se na introspecção que fez no final de época, e no balanço de todo este tempo em que esteve no Benfica, JJ, percebeu por onde deve começar a mudança.
A melhor forma de defender ainda é ter a bola...



Miguel Rosa:

«Toda a gente conhece a qualidade do Miguel Rosa e sabe a ligação que tem connosco. Nós queremos que ele venha, o Miguel quer vir mas tem contrato com o Benfica. Estamos interessados desde o final da última época mas até agora nada mudou»
Van der Gaag

A qualidade é evidente, como é possível não ter oportunidade de jogar pela equipa principal do Benfica? Assim se perde mais um jogador que poderia ajudar a selecção nacional, naquilo que mais nos falta, na zona central do terreno: Criatividade...


A transferência mais polémica do defeso:

«Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo e todos tentam trava-lo»
Illarramendi

Serão os 39 milhoes de Euros que o Real pagou a pesar em cima do jovem médio? Pois acho no mínimo suspeito, para alguém que joga no meio campo e que faz da inteligência o seu principal atributo, declarar algo como o que Illara fez.
Sobre o valor da transferência, todos achamos um exagero, o futuro dirá quem tem razão.

sexta-feira, julho 12, 2013

"Thiago é o único jogador que quero..."

«Sim, queremos contratá-lo. Falei com Rummenigge e Sammer mas não há novidades. Veremos o que acontece», afirmou o técnico, em conferência de imprensa, deixando elogios ao médio do Barça.
«Thiago é o único jogador que quero, foi o que lhes disse. É ele ou nenhum, Temos muitos jogadores mas precisamos da qualidade especial que o Thiago Alcântara traz. O clube vai decidir. Dei-lhes a minha opinião. Ninguém quer deixar o Barcelona a não ser que sinta que não jogarão muito. Ele quer jogar. É por isso que o propus ao clube»


Tinhámos aqui no blogue defendido que Thiago seria titular, de imediato, em todas às equipas do mundo, com excepção ao Barcelona.
Guardiola, vem confirmar aquilo que dissemos de Thiago. E se dúvidas havia, de que ele entraria em qualquer 11, aí está o treinador da "melhor" equipa europeia da actualidade a dizer caso ele vá para o Bayern, é para jogar!

Na caixinha de comentários do Futebol é Isto..., dei duas soluções para o Thiago poder encaixar em Munique, vamos ver o que Guardiola acha delas.




Notícia do jornal espanhol Marca

quinta-feira, julho 11, 2013

Oliver Torres (Espanha Sub-20)

Um dos meus defeitos, e o Roberto Baggio sabe isto melhor que ninguém, é ser alguém que se apaixona pelos jogadores e agindo como alguém apaixonado caio facilmente no exagero típico dessa condição, colocando o meu objecto de amor num pedestal. Ainda me lembro de dizer, com a mesma certeza de quem diz o seu próprio nome, de que aquele miúdo magrinho e atrevido que aparecia no Sporting um dia ia ser o melhor do mundo. Hoje em dia, já tenho outro tipo de maturidade e conhecimento para não cair neste tipo de exagero, mas as paixões... continuam a aparecer como se fossem a primeira!

Em minha defesa tenho o facto de que as minhas paixões muito raramente se enganam, e isto o Baggio também sabe, as minhas paixões dão em casamento porque as expectativas da relação são cumpridas e é amor eterno!

Apresento então uma das minhas novas paixões, é Oliver, jogador do Atlético Madrid, o qual pude observar neste campeonato mundial. Técnica, criatividade que nunca mais acaba, inteligência, maturidade, intensidade e uma capacidade de passe muito acima da média. Não vou perder o meu novo amor de vista e caso seja tratado como merece auguro-lhe um futuro radioso.

Em defesa do miúdo aviso que o video tem quase todas as acções dele no jogo incluindo erros.

Ora vejam





quarta-feira, julho 10, 2013

Mundial sub-20: Ali Adnan

Hoje pude ver o jogo do Iraque frente a Uruguai e um jogador iraquiano, o defesa esquerdo Ali Adnan, chamou-me a atenção. Adnan tem 19 anos, joga ainda no seu país e já é internacional A (17 internalizações).

Fisicamente é forte e alto, tem passada larga e grande velocidade, aguentou o jogo todo num ritmo alto e mostrou ser forte no jogo aéreo. Defensivamente esteve muito forte nos lances de um para um contra o extremo adversário e ofensivamente foi desequilibrador inúmeras vezes. Mostrou ter bastante boa capacidade de cruzamento, remate forte e bom drible e ainda mostrou competência nas bolas paradas, sendo que marcou o golo da sua equipa de livre directo.


Com base neste jogo, o único que consegui ver do Iraque, pareceu-me ser um jogador bastante acima da média, com qualidade para jogar num bom campeonato europeu.



domingo, julho 07, 2013

Memória de Peixe

No onze inicial, 8 jogadores portugueses (penso que nesta altura Deco ainda não estava naturalizado), 7 desses poderiam representar a selecção nacional (Jorge Costa tinha-se já retirado dos compromissos internacionais).

Onde andas tu, José Mourinho?

" Quero alcançar melhores resultados com um futebol mais alegre"

"Para mim, a beleza no futebol passa sobretudo por ter o controlo do jogo através da posse de bola, dos ritmos de jogo, trocas de passe e os jogadores criativos terem preponderância dentro do colectivo." Mourinho, in A Bola.

quinta-feira, julho 04, 2013

Sem surpresa, Portugal sub-20 foi eliminado do campeonato do mundo

Aqui, expressamos a nossa indignação pela escolha dos homens da federação. Podemos ir mais longe e pensar, também, na escolha dos jogadores.
Podia ter feito uma análise mais detalhada e extensa, dos caricatos erros cometidos pela selecção, derivados da ausência dos princípios gerais de jogo: Criar superioridade numérica, Evitar igualdade numérica, Recusar inferioridade numérica! Em transição e organização ofensiva existiram tantos erros, quanto em transição e organização defensiva. Fica, pela falta de tempo para mais, uma "pequena" amostra daquilo que foi o torneio (em termos de transição/organização defensiva) dos "futuros jogadores" da nossa selecção A.


O último golo sofrido pela nossa selecção é uma metáfora perfeita do torneio que fizemos. Como diz o ditado: Tudo está bem, quando acaba bem...

PS: link que coloquei no vídeo http://possedebolla.blogspot.pt/2013/05/controlo-de-cruzamentos.html
PS2: Todos os pressupostos assinalados, estão relacionados com o tipo de trabalho defensivo que defendemos: Defesa Zonal! E a nossa visão, demonstra um pouco, também, de como se deve trabalhar com essas referências de marcação, como analisar os erros, e como corrigir.

Portugal sub-20: luto!

«Lutar até ao último jogo pelo título Mundial, era esse o nosso sonho e ambição, embora assumíssemos com clareza que o principal objetivo era o primeiro lugar do grupo. Depois, atendendo às características dos jogos a eliminar, tudo poderia acontecer. Há um vazio muito grande e uma grande frustração. Merecíamos ter ido mais longe»


Não há palavras pra descrever o que se passou neste Mundial. Como é possível o treinador dizer algo como «Merecíamos ter ido mais longe»? Com base no quê se diz isto? Pessoalmente estou frustrado!

Como é possível que a nossa selecção nacional, composta por jogadores de bom nível, que jogam e treinam em divisões e clubes profissionais, tenham um desempenho tão fraco defensivamente?

Não conheço o trabalho do seleccionador Edgar Borges mas a falta de qualidade que esta selecção demonstrou, revela grandes incapacidades do seu treinador. De nada vale ter jogadores fortes individualmente se o colectivo é inexistente!

Não sei quem é responsável pela contratação dos treinadores dos escalões de formação nacionais, mas deve ser alguém ou muito incompetente ou com os bolsos cheios. Assim, não vamos a lado algum!


terça-feira, julho 02, 2013

Brasil 3-0 Espanha



A segunda parte não teve grande interesse, em termos de análise, pelo avolumar do resultado.
Grande jogo do Brasil do ponto de vista ofensivo e de gestão da bola. Tentou jogar, na maior parte do tempo, e tirar a bola a Espanha, é, certamente, a melhor forma de os vencer. As questões físicas também pesaram muito, uma vez que os espanhóis apareceram muito desgastados, tanto do ponto de vista físico, como do ponto de vista mental, tendo o Brasil beneficiado muito da maior capacidade atlética dos seus jogadores, nos duelos individuais que criou. A Espanha, fez muitos cruzamentos, e tentou atacar pelas laterais, talvez, pensando que os extremos brasileiros não participassem tanto na organização defensiva. A verdade é que tanto Neymar, como Hulk, baixavam sempre que a bola entrava no seu corredor.
Neymar esteve mesmo muito bem, e este último golo é um cheiro, do que ele pode trazer para Europa: Qualidade técnica, criatividade, golo (mesmo sem tocar na bola, mesmo que não seja ele a marcar)!