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sábado, junho 08, 2013

Transição Defensiva

A imagem é de uma equipa em transição defensiva...


A equipa em "transição", é, curiosamente, a que se encontra em posse da bola.

A equipa de Jorge Jesus tem um modelo tão bem trabalhado, que acrescentando melhorias em Org. Ofensiva seria, praticamente, imparável.
JJ, em Org. Defensiva é fora de série, tem comportamentos defensivos muito evoluídos, e defende tão bem, que o salto qualitativo só tem uma direcção: Melhorar a forma de atacar, melhorando, por consequência, a forma de defender.
Aproximando jogadores do portador da bola, criando uma dinâmica de apoios forte (de forma a garantir superioridade numérica na zona da bola) daria ao modelo de JJ um salto qualitativo brutal. Dessa forma, haveria jogadores perto do lance, e prontos para reagir caso a equipa perdesse a bola. Haveria opção de reagir forte à perda, recuperando a bola, ali, onde se tinha perdido, ou fazer falta. Assim, estaríamos a evitar, apesar da excelência que a equipa apresenta em transições, defender muitas situações desse tipo. Na maior parte do tempo, estaríamos em Org. Ofensiva ou em Org. Defensiva, desfazendo o jogo de transições que nos caracteriza. Estaríamos, também, a possibilitar mais soluções colectivas, ao portador da bola.

A melhor forma de defender em transição, é não deixar que a transição aconteça.

12 comentários:

daniel duarte disse...

E achas que isso poderia ser assimilado e conseguido apenas com uma nova dinâmica ou comportamento neste modelo ou sugerias uma alteração do sistema?...

Roberto Baggio disse...

Não sei se percebi bem. O modelo deve ser necessariamente alterado, com a introdução dessas novas dinâmicas.
Quanto ao sistema de jogo, pelas implicações das novas dinâmicas, seria diferente. Por exemplo, os alas jogariam a maior parte do tempo por dentro (Como acontecia, por exemplo no primeiro ano de JJ), deixando a largura para os laterais do lado da bola. Mesmo que os alas recebessem na linha, na maior parte do tempo, iriam tentar movimentos interiores para jogar com os apoios, quer através de passe, quer através de condução. Os dois avançados, fariam como já fazem, um mais em apoio (o mais perto da bola) e outro mais em profundidade, nas costas do colega que saiu em apoio.

daniel duarte disse...

Sim era aí que queria chegar...o resgate do losango do Jesus, que bons resultados deu em Belém, Braga e no 1o ano de Benfica...gostaria d ver um regresso do Amorim em pleno...

Roberto Baggio disse...

O Amorim como lateral direito ou Interior?

daniel duarte disse...

Preferencialmente como interior...embora ache que pode ser o melhor lateral neste Benfica... A anos luz do maxi...

Roberto Baggio disse...

Mas achas que no plantel actual ele teria lugar no onze, jogando em losango?

daniel duarte disse...

Acho sinceramente que podia ser um jogador útil...não digo titular mas numa gestão como a feita em 09-10 que ora jogava a interior rendendo o Ramires ou a lateral rendendo o maxi...a meu ver bem mais útil que um Carlos Martins...

Roberto Baggio disse...

Ahhhh pronto, estamos absolutamente de acordo. Inclusive ele poderia fazer mais do que essas posições, por ter uma cultura de jogo elevadíssima.

Balboa disse...

Boa noite Baggio.
Gostaria imenso que ver Jesus operar as mudanças de que falas na forma de jogar do Benfica. Seria fundamental para que a equipa se tornasse mais equilibrada e com maior controlo do jogo. No entanto, parece-me que isso nunca irá acontecer por uma questão cultural. JJ nunca foi partidário de equipas de posse. Pelo menos não me lembro de nenhuma. A verticalidade e a condução de bola foram sempre factores primordiais na organização ofensiva das suas equipas. Contra adversários de menor valia, poderia traduzir-se sobretudo ao nível dos golos sofridos. O Benfica sofre quantidades de golos absurdas em casa contra equipas de fraca qualidade, muito pelo afastamento dos jogadores ao centro do jogo no momento de perda da bola. Contra equipas de maior qualidade manifestamente uma cultura de maior posse traria mais controlo do jogo com bola. O Benfica é excelente sem bola, mas sem bola, também se está mais perto de sofrer.

Roberto Baggio disse...

Sim Balboa, ter a bola ainda continua a ser a melhor forma de defender.

Balboa disse...

Pelos vistos com o Fonseca o Porto continuara com o modelo pós Jesualdo. Mais posse, mais controlo, mais equilíbrio e um guarda redes melhor a jogar com os pés. Alguma curiosidade sobre como se vai reinventar sem James e Moutinho mas o nosso campeonato dá espaço para que outros médios cresçam. Tenho muito mais expectativas sobre o Porto de Fonseca que aquelas que tinha sobre o de Vítor Pereira.

Roberto Baggio disse...

Estou muito expectante em relação ao Fonseca para perceber como é que ele vai lidar com um grande. Mas não tão expectante quanto com Vítor Pereira, porque já conhecia o trabalho dele, do ponto de vista teórico.
Acho que esta temporada vai ser muito interessante. Jesualdo, Jesus, Fonseca e Jardim.

Abraço