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sexta-feira, junho 07, 2013

Retirada de pressão!


Aqui,  a selecção espanhola demonstra grande competência, naquilo que se designa, normalmente, por saída/retirada de pressão.
O conceito em si não é adequado ao que eu procuro, para a minha equipa.
O que eu quero, é que a minha equipa esteja preparada para jogar sob pressão. O que eu quero, realmente, não é retirada de pressão, é qualidade, em posse, mesmo a jogar sob pressão.
Para que não haja precipitação, para que se possa jogar rápido quando se tem de fazer e, lento quando for necessário. Quero a bola a circular em todas as direcções e sentidos possíveis, se assim for necessário. E por fim, quando o objectivo de manter a bola, mesmo sob pressão, for conseguido, atacar, novamente, com muitos adversários por perto, pois, é sempre dentro do bloco que quero atacar o adversário.
Valorização da bola em todas as circunstâncias.
Bom jogo posicional dos jogadores com bola, que como se vê, não têm de se movimentar para fazer correr o adversário, sem que esse tenha qualquer hipótese de recuperar a bola.
O que quero demonstrar é que, normalmente, quando se pede retirada/saída de pressão, os jogadores têm uma adaptação no sentido oposto a valorização da bola. Tentam, de qualquer forma, e no timing errado, tirar a bola de lá, e a isso, eu chamo receio de jogar sob pressão.

O meu conceito é, portanto, conforto a jogar sob pressão.

17 comentários:

Gonçalo Matos disse...

A espanha estava a manter a bola sob pressão no vídeo, com qualidade. No entanto não estava em progressão.. Como diferencias então a troca de bola deles da tua ideia? Terá a ver com essa noção de progressão?

Luis Santos disse...

Boas!

Não percebi muito bem... O que tu queres que os teus jogadores façam numa situação semelhante é diferente do que o que a Espanha faz? Ou só o conceito (/objectivo) é que é diferente?

Abraço!

Tiago disse...

Boas!
Sinceramente não percebi muito bem o que querias dizer..

Roberto Baggio disse...

Acho que vou reescrever malta. O que quis dizer é que, normalmente, o que os treinadores pedem quando a equipa está sob pressão é retirada de pressão. Isso faz com que os jogadores, sob pressão, tentem tirar dali a bola o mais depressa possível, e na maior parte do tempo, de qualquer forma.
O meu conceito é igual ao da Espanha, só que com um nome diferente do que a maioria o dá. Aquilo é conforto a jogar sob pressão... Aquilo é o que eu defendo.

Gonçalo Matos disse...

Ah, assim ja faz sentido! Eu realmente estava confuso, porque interpretei as coisas como o Tiago e Luís! Sim, concordo então com a ideia que defendes, claro.

Roberto Baggio disse...

Gonçalo, e se vocês os 3, logo vocês não perceberam, ninguém o fará!

Gonçalo Matos disse...

Baggio, eu mal sei ler!

Gonçalo Matos disse...

Tive agora a ver o 11 titular, entre outros jogaram Muniain, Isco e Thiago.. Os espanhois têm o futuro assegurado..

Luis Santos disse...

Edita só com a explicação que deste (o 1º comentário). Acho que chega para tornar o texto totalmente compreensível.

Cláudio disse...

Bom princípio para transição defesa-ataque. Gosto que uma equipa consiga circular sob pressão, mas que perceba os momentos em que deve retirar a bola da zona de pressão, aproveitando a largura.

Roberto Baggio disse...

Cláudio, mais do que isso. Quero que a minha equipa queira circular sob pressão. Quero criar zonas de atracção para o adversário e depois aproveitar os espaços que eles deixam livres noutras zonas do campo. Quero que eles provoquem constantemente saídas de 1,2,3,4 jogadores para a zona da bola, e depois saiam rápido dali para aproveitar essa mesma saída.

Cláudio disse...

Concordamos, sobretudo na parte do atrair adversários para depois aproveitar espaços livres. Primazia à posse de bola sempre! o desafio é criar exercicios que potenciem este principio

Roberto Baggio disse...

Desafio nada fácil, deixa-me que te diga. A interpretação dos jogadores é o principal obstáculo.

Gonçalo Matos disse...

A interpretação dos jogadores é um obstaculo porque não estão habituados a pensar no posicionamento dos adversários e colegas de equipa. No futsal eu era constantemente bombardeado com indicações pra ter sempre noção de onde estavam os meus colegas, isto porque cada metro era precioso e um desequilibrio tem logo peso diferente que no fut11. j+a no 11 não vejo tanto isso, vejo muita malta que só sabe jogar num determinado espaço do campo mas que fora daquele contexto está perdido

uma coisa que noto na equipa onde jogo é que a maioria dos jogadores tem receio de partir para cima do defensor, de atrair a sua atenção. acredito que seja porque nunca perceberam que ao arrastarem um defensor fica um espaço livre e é criado um desequilibrio, sem recorrer sequer a uma finta.

observo o mesmo quando se trata de fazer uma tabela. a maioria dos jogadores não procura tabelar, mas sim a jogada individual ou o passe lateralizado.

faz-me alguma confusão pois sao coisas que são super simples e que são das que mais desequilibrios criam. de quem será a culpa? será somente dos jogadores?

Roberto Baggio disse...

Dependendo das idades, diria que pode ser do jogador, ou pode ser do treinador. Esse tipo de percepção deve ser treinado desde cedo. E, portanto até certo ponto é culpa dos treinadores, por não conseguirem os estímulos certos para desenvolver esse tipo de capacidade. Depois disso, se o jogador aprendeu, deve dar continuidade a aprendizagem e a culpa deixa de ser do treinador.

Gonçalo Matos disse...

Pegando no que dizes, isto não são coisas que se ensinam aos miudos de 7/8 anos em qualquer sitio? porque então, o que se ensina?

Roberto Baggio disse...

São coisas que se ensinam aos 12/13/14/15/16... Não se ensina porque não se dá o estímulo de forma correcta, ou porque não se valoriza esse tipo de capacidade, então não vale a pensa perder tempo a desenvolve-la.