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segunda-feira, junho 17, 2013

México-Itália, Taça das Confederações



Faltou imaginação a Itália, para conseguir aproveitar as fragilidades do México.
Se assim fosse, seria jogo para goleada.
México muito desorganizado defensivamente, para aquilo que a Itália apresentou, se defendesse com muitos homens na zona da bola, mesmo que mal posicionados, teria tido outro resultado. Um princípio simples como a concentração defensiva, por forma a criar superioridade numérica na zona da bola, ou um simples princípio como a compactação, por forma a reduzir espaços entre linhas, teria tido grande eficácia neste jogo.

No final do jogo, assim foram as declarações dos treinadores, ao site da FIFA:
"Ninguém gosta de perder, muito menos nos últimos minutos. A proposta hoje era esperar aItália, cansá-la e aproveitar os espaços que fossem criados. Mas não fomos defensivos de maneira nenhuma: não é necessário ser defensivo para ceder a saída de jogo ao rival. Se tivéssemos feito isso, não teríamos gerado as oportunidades que geramos. Mas estávamos jogando contra uma grande equipe, bem coordenada, que fez valerem as suas condições individuais. Foi isso que fez a diferença", José Manuel da Torre, treinador da seleção doMéxico.
"Em torneios desta classe, é importantíssimo começar com o pé direito, e por isso estou muito satisfeito. Diria que a partida foi bem tática, e que o México tentou aproveitar erros que poderíamos cometer. Mas trabalhamos bem, fomos superiores e saímos com uma vitória merecida. Pirlo? Não tenho palavras para descrever o que ele fez hoje. Ele é o futebol em pessoa. É um exemplo para todos e merece muitos aplausos. Nos colocou em vantagem e controlou a partida. O Mario (Balotelli), por outro lado, deveria parar de mostrar os músculos: esse tipo de comemoração só lhe traz cartões desnecessários", Cesare Prandelli, treinador da seleção da Itália.

4 comentários:

Luis Santos disse...

Só vi um bocado do jogo e não gostei de nenhuma das equipas... É pena o Vela estar afastado da equipa e não haver companheiro melhor para o Torrado (haver há, mas não está na selecção) no México e a escolha do onze da Itália não é nada feliz... Marchisio e Giaccherini nas alas com Giovinco, Shaarawy, Cerci, Diamanti, Candreva e Maggio no banco...
E numa equipa minha o Balotelli nunca jogava... Detesto a atitude dele...

Roberto Baggio disse...

O jogo foi fraco. E a Itália não esteve nada bem no ataque. O México é muito impetuoso nas saídas ao adversário e perde muito por marcar HxH.
Quanto ao onze inicial, bem, eu não jogava com Barzagli, nem com o Giaccherini. O meio campo seria igual. E entrava o Giovinco para o lado do Balotelli. 442 losango. Pirlo de Rossi e Marchisio, com Montolivo ou Shaarawy na frente. Não gostei do Cerci quando entrou. Maggio como lateral, talvez do lado esquerdo. Mas não mudava muita coisa.

PP disse...

Excelente leitura Baggio (grande nick ;D)!

A defesa mexicana, para mim, acabou por trair a equipa de duas maneiras:
1º - por não ter acompanhado a pressão alta dos atacantes e médios mexicanos.
2º - pela forma displicente como os centrais foram batidos no segundo golo da Itália.

Por outro lado, acho que ficou provado que com este tipo de estratégia o México não vai lá. Até porque desgasta-se muito fisicamente.

E o que dizer da Itália de Prandelli? Tacticamente, os italianos são do melhor que há.

Gosto imenso dos trabalhos de formação e filosofias de jogo dos holandeses, espanhóis e alemães, mas a arte e sensibilidade italiana de identificar os melhores jogadores e sobre eles construir uma equipa competitiva, com identidade própria que utiliza o modelo de jogo como ferramenta para explanar o melhor futebol possível, ao invés de ser o Alfa e o Ómega ao qual os atletas têm que se adaptar, mesmo que não sejam talhados para tal,... é única!

E o Prandelli tem esse dom.

É óbvio que a Itália não é uma equipa perfeita, mas só o facto do seu seleccionador já ter conseguido conjugar jogadores como Pirlo, El Shaarawy, Balotelli, Di Rossi, etc, já é de aplaudir.

Roberto Baggio disse...

PP A Itália ainda assim cometeu alguns erros tácticos neste jogo. A equipa não demonstra a excelência de outrora. Prova disso são os golos que os sub 21 sofreram na final.
Mas sim, são bastante arrumados. Quanto ao modelo, gosto dele, mas concordo com o Luís que ele não colocou os jogadores que melhor o podiam interpretar.

Abraço