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domingo, maio 05, 2013

Ainda há quem venda gato por lebre

Depois do Lateral-esquerdo ter dado o mote aqui, fica a continuação porque realmente enganar pessoas é feio.

Como este site é uma escola virtual de futebol e uma ferramenta ideal para treinadores, decidi assistir às aulas e aqui ficam algumas das coisas que aprendi:

Artigo sobre ligações directas?!: " Entretanto, o processo de bola longa é um processo mais adaptável do que a saída pelo chão, justamente porque pelo chão há oposição, mas não há oposição pelo ar. Tal argumento significa queuma equipa pode tentar uma ligação direta em qualquer altura do jogo e conseguir levar a bola ao ataque, algo que nunca conseguirá fazer através da saída de jogo pelo chão, enfrentando adversários." 

Pois é, pois é, com que então pelo ar não há oposição... O que o nosso amigo se esqueceu de referir aqui é que ainda existe gravidade e portanto os jogadores não conseguem voar. Acabando, eventualmente, a bola por voltar ao chão para enfrentar adversários e portanto o melhor mesmo será continuar a enfrentar adversários, pelo chão porque o "ar" é de todos.

"Outro exemplo, passa pela astúcia da equipa na ligação direta, fazendo-o vezes sem conta, obrigando o adversário a manter-se recuado para criar vantagem numérica. Neste estilo de jogo, o adversário não conseguirá recuperar todas as bolas, e mais tarde ou mais cedo, acabam por surgir situações de finalização."

Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura.

 "Assim, sendo possível para qualquer equipa, levar a bola ao ataque em qualquer altura do jogo , o que ajuda à imprevisibilidade e dinâmica ofensiva, é um método de ataque que eu defendo que qualquer equipa deveria ser capaz de realizar, e que qualquer equipa deveria ter no seu modelo de jogo."

Sim, fazer vezes sem conta "ligações directas" dá uma boa dinâmica e imprevisibilidade ofensiva porque o adversário fica sem saber com o que se preocupar: Se no jogo em si ou com o carro que pode estar a ser assaltado.

"Mas como a bola longa é uma saída de jogo diferente da saída de pelo chão, praticamente não existe nenhuma equipa que esteja pronta para fazer face a estes dois processos ao mesmo tempo, isto é, ou não deixa o adversário sair pelo chão, ou não deixa sair pelo ar."

Neste jogo, há possibilidade de colocar duas bolas em campo. Então, o adversário só vai estar atento à uma. Assim posso tirar vantagem de colocar dois processos ao mesmo tempo e criar desorganização no adversário por ele estar "atarefado" a tentar parar um dos processos.

Artigo periodização tatica para treinadores jovens: "Neste artigo, vamos estudar duas e apenas duas regras onde a periodização tática se baseia. Com apenas estas três regras, os treinadores novatos vão compreender como funciona a periodização tática."

Quando começas assim um artigo nunca é bom sinal.

 "Acabei de criar confusão na mente de muitos nossos amigos, mas não há confusão nenhuma."

Não há confusão? Como pode não haver? A sério que não?

"Quando nós estamos a praticar algum esforço físico, o nosso organismo, mais tarde ou mais cedo, vai sentir que não é forte o suficiente e vai tentar evouir."

Qualquer semelhança entre isto e o Digimon é pura coincidência.

 "Enquanto a mente do atleta aprende a fintar, a passar a bola, a simular, a ler situações de jogo e aprende a tomar decisões com muitos e muitos exercícios, o corpo desse atleta desenvolve por sí mesmo"

Isto está tão genial que nem sequer merece comentários, mérito para o nosso amigo.


Forma física vs Forma competitiva:  "A forma física define-se pela capacidade do atleta em percorrer grandes distâncias, fazer movimentos rápidos e ágeis, entre outros. Mas será que esse é o objectivo do treino de uma modalidade coletiva como o futebol? Obviamente que não. Uma modalidade coletiva não se distingue das restantes modalidades pela capacidade de explosão dos jogadores de cada um dos jogadores, mas pela capacidade de comunicação dessa equipa."

Pois, a jogar sozinho é difícil haver capacidade de comunicação de equipa.

É importante conhecer o corpo humano:  "A periodização convencional treina a força física e a periodização tática treina a força específica. O futebol é um desporto com um elevadíssimo número de ações técnico-táticas que, comparando com embates físicos nas ações 1x1, surgem em quantidade muito superior que essas ações de embates físicos. Embora a força corporal seja uma grande influência nas ações 1x1, como cargas de ombro e disputas de bola no ar, a força física tem pouca influência nas ações técnico-táticas. Por sua vez, a força específica é necessária para o jogador de elevar no ar numa disputa de bola, é necessária para reagir com agilidade a uma carga de ombro e é necessária para efectuar praticamente todas as ações técnico-táticas.

       O conceito de força está mal aplicado no futebol, de tal forma que muitos treinadores e principalmente adeptos e seguidores de futebol ainda acreditam que o termo força apenas é um termo muitíssimo importante no desporto. Sim é, mas apenas nos desportos que necessitam de força física. O jogador de futebol não necessita assim tanto dessa força, pois um passe é bem mais importante que um embate físico, pois é um desporto coletivo. A força que o atleta necessita é para correr, saltar, passar a bola, todas elas forças específicas, e é nessas forças que o treinador deve concentrar o treino. Com isto quero dizer que um jogador praticamente só precisa dos músculos das penas para efetuar um passe, e apenas precisa de alguns deles, não dos músculos de todo o corpo."

Assim sendo, o melhor mesmo é passar a ter jogadores só com pernas e cabeça porque ficam mais leves e pode ser que até corram mais depressa.


Descobri a fórmula secreta para o sucesso: "A fórmula do sucesso que aqui apresento é muito fácil e baseia-se apenas em fazer ao contrário. Isso mesmo, se não resultou, então faça ao contrário. Já vamos perceber porquê."

Então, se errei um passe significa que a seguir não devo passar? O que faço então? Fico com a bola? Conduzo?

Já sei como me vou tornar num profissional exemplar: "Quarto conselho:quanto maior é o poder, maior são as responsabilidades!"

É transformando-me no homem aranha que vou chegar lá!

 "Sexto conselho: seja mágico através do seu pensamento."

E assim nasceu uma nova espécie de super herói: um tipo que trepa paredes, lança teias e ainda frequenta a mágica escola de Hogwarts.

E aprendi que para ser treinador de futebol preciso de:   "11- Jogue computador: Parece estranho, mas é verdade. Seja inteligente e distinga entre passatempo e tempo para estudo. Use os videojogos para aplicar as suas ideias e os seus métodos e faça até "mini-relatórios" dos jogos que vê. Isto vai ajudá-lo imenso a praticar o seu conhecimento e visão de jogo, o que o levará a pensar como um treinador. Acredite ou não, o nosso site nasceu porque alguém queria saber mais do que aquilo que os jogos de computador tinham para oferecer, ou seja, partiu da brincadeira e do vício para o sucesso."

Finalmente entendo o conteúdo do site: Jogos de computador. A sério que estive à beira da loucura a tentar perceber do que tratava esta página e estava tudo ali, à distância de um clique.

Para finalizar, aprendi algo que não sabia de todo e que vai ser muito útil no meu futuro: "A mente humana aprende quando algo é ensinado". 

Estava triste por ter sido o último jogo do campeonato, por terminar esta etapa com os meus jogadores, mas claro que para animar o meu dia só tendo ido por uns momentos ali à escola.

5 comentários:

Anónimo disse...

LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

Há muito que não me ria tanto

Gonçalo Matos disse...

É preferível falar caro com palavras pobres que o contrario..

Blessing, nem referiste aquela que para mim é a melhor lição de Valter. Capacidade técnica é uma sub-unidade da capacidade psicológica! Porque? Nao sei, mas plos vistos tem sentido

Roberto Baggio disse...

Looooooooooooooooooooool Gonçalo, estou à espera que faças um texto para colocar na etiqueta: não aprender...
Mas sim realmente essa escapou-me.
Mas só porque estou a trabalhar num post sobre um miúdo muito bom para colocar aqui :)

André Ferreira disse...

O Valter é realmente horrível, mas o nosso trabalho está feito, agora só é enganado quem quiser.

Ricardo Faria disse...

Exatamente, o mal não está em alguém vender gato por lebre. Está em haver quem compre, o que duvido que aconteça com esse sujeito.