Posse de bola no Facebook

Translate

sexta-feira, maio 04, 2012

Introdução

Boa tarde caros amigos,

Quero começar por agradecer a um grande amigo, Diogo Teixeira, que me incentivou a continuar com a escrita e graças a ele vou fazê-lo. Não vai ser no formato que ele sugeriu, pois me havia pedido que continuasse a fazer uma crítica da actualidade do futebol nacional/internacional e sobre isso pouco vou ter a acrescentar a tudo que já se tem falado em programas desportivos, jornais ou sites.

Vou dedicar-me a escrever sobre aprendizagens que tenho tido, ao longo destes anos como amante da modalidade e como elas mudaram, em alguns momentos radicalmente e noutros mais suavemente, a minha visão sobre o jogo e sobre alguns dos seus executantes.

Desde já devo apresentar-me como Co-Treinador de uma equipa de Juvenis do campeonato distrital da segunda divisão, desde o início da temporada, de uma equipa de Juniores da primeira divisão de honra, desde a 21º Jornada, 7 de Março de 2012 e de uma equipa universitária da Faculdade de Ciências desde Dezembro de 2011.

Devem estar a questionar-se sobre essa situação de PARTILHA de liderança, aliás o que tenho ouvido quando explico a situação é: "vocês são dois, mas quem é que manda mesmo?!". Primeiro é necessário perceber que o conceito de dois treinadores que PARTILHAM a liderança não é novo e tanto em grandes equipas em Portugal (Benfica, Sporting), Selecção Nacional como também lá fora (Barcelona, selecção Sueca) já foi utilizado.

De seguida partimos para o que vocês definem como "dificuldades", ou seja, questões do tipo "vocês concordam com tudo?", "como resolvem quando não estão de acordo?", "costumam discutir muito?", "têm os dois as mesmas ideias/pensam os dois da mesma forma?", "durante o jogo se estiverem em desacordo como resolvem?", etc, etc, etc...

Devo começar por dizer que não é uma situação nada fácil a não ser que exista grande "QUÍMICA" entre os dois. Conheço o André e fomos/somos colegas, amigos, irmãos, jogadores, treinadores há quase 10 anos ininterruptamente. Crescemos com o amor pelo futebol em COMUM, crescemos a jogar JUNTOS e a PARTILHAR as mesmas experiências. fomos APROXIMANDO a nossa visão sobre o jogo, vimos competições e tivemos DISCUSSÕES infinitas sobre o jogo, jogadores, treinadores, equipas, árbitros, dirigentes e novamente sobre o jogo. Chegamos a conclusões JUNTOS, extremamos posições com igual PAIXÃO e no final de tudo isto quem ficou a ganhar? NÓS! Pois sem discussão, sem visões diferentes, sem sentimentos diferentes não existe EVOLUÇÃO! 

Não concordamos em tudo, nem podia ser de outra forma porque apesar da PARTILHARMOS uma visão sobre o jogo cada "cabeça" é única e vê as coisas de forma diferente de todas as outras. COSTUMAMOS entrar em desacordo muitas vezes, e AMBOS percebemos SEMPRE que o bem da EQUIPA está em primeiro lugar. Quando não há perspectiva de CONCORDÂNCIA num curto espaço de tempo, cedemos sempre e tentamos resolver da forma que um de nós acha melhor. Se correr bem óptimo porque a EQUIPA ganhou, caso não corra assim tão bem tentámos da forma do outro. É preciso compreender que no futebol nada está completamente certo ou errado e é preciso perceber quais os pontos fortes da ideia e tentar potencializa-la ao máximo. Como tinha dito anteriormente, discutimos muito e ainda bem que assim é pois é super saudável e a cada discussão CRESCEMOS, APRENDEMOS e vamos aproximando cada vez mais a NOSSA visão. Temos a maior parte das ideias em COMUM, pensamos na maior parte das vezes o MESMO mas é impossível pensar da mesma forma sempre pois vemos as coisas de forma SEMELHANTE, mas isso é diferente de as vermos de forma IGUAL. No decorrer do jogo é uma situação diferente, pois o tempo é curto para resolver, e existe sempre grande ponderação acabando a maior parte das situações por esbarrar em questões diagnóstico colocadas aos jogadores, sobre o que eles estão a sentir em campo, qual a dificuldade e a partir daí chegamos com grande facilidade a um CONSENSO.

Já vai longo para primeiro texto,
Ficou muito por dizer,

Cumprimentos a todos,

Sem comentários: