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sexta-feira, maio 11, 2012

Guardiola, melhor treinador da história?


Há uns dias atrás, li um artigo num blogue que classificava PeP como o MELHOR da história do jogo.

Se não tivesse começado a estudar MELHOR o jogo e sem esta aventura como treinador, provavelmente teria concordado com a análise que foi feita.

É um treinador com o qual me identifico devido à mentalidade de futebol ATACANTE e de POSSE de bola. Conseguiu aliar QUALIDADE de jogo como nunca vi e VITÓRIAS tanto em competições de regularidade como a eliminar . Conseguiu TRANSMITIR quase na PERFEIÇÃO a sua filosofia de jogo aos jogadores, fazendo com que esses o SEGUISSEM "até a morte". Em 4 anos como treinador, GANHOU 13 títulos e teve o reconhecimento massivo a nível mundial culminando com a entrega do prémio FIFA para MELHOR TREINADOR do MUNDO. Teve durante 3 anos (com a quarto ainda por terminar) pelo menos 2 jogadores no Top 3 mundial, com o pico a surgir com 3 jogadores da sua equipa a ocuparem o PÓDIO. E promove, tal como defendo, uma política "CANTERANA" sem medo de lançar jovens talentos para a equipa principal.

Contudo, Guardiola trouxe apenas uma "PEQUENA" INOVAÇÃO ao jogo. A sua REVOLUÇÃO permite elevar o jogo a outros patamares de exigência, mas não tiveram outras REVOLUÇÕES o mesmo efeito?

O modelo de jogo de Guardiola tem como princípio nuclear a POSSE DE BOLA e é esse o aspecto que ele traz como NOVIDADE. Não existiria já esse conceito? O de Guardiola não! Os seus jogadores adoram TANTO a bola QUANTO adoram fazer um golo. Sentem prazer em tê-la na sua POSSE e é para eles uma obsessão. E é esse o aspecto mais MARCANTE do seu modelo de jogo.

Ora vejamos: O Barcelona de Guardiola joga com uma DISTRIBUIÇÃO EQUILIBRADA dos jogadores em campo. Joga preferencialmente em ATAQUE ORGANIZADO. Tem como princípio de construção o SAIR A JOGAR. Joga de forma CURTA e APOIADA. Sustenta a sua defesa com ARMADILHAS DE FORA DE JOGO e defende EM LINHA e de forma ZONAL. Tem um princípio de PRESSÃO em transição defensiva. Em transição ofensiva privilegia a SEGURANÇA. COMPACTA na ZONA da bola e faz "CAMPO GRANDE" com os jogadores encostados às faixas laterais. A equipa BASCULA tanto ofensiva como defensivamente. VARIA muitas vezes o CORREDOR DE JOGO com intuito de desorganizar a defensiva adversária. Utiliza COMBINAÇÕES DIRECTAS e INDIRECTAS como forma de penetração. É uma equipa quase perfeita com domínio em quase todos os aspectos do jogo MODERNO.

Como se pode verificar, todas essas características da equipa de Guardiola não foram INVENTADAS por ele. Foram REVOLUÇÕES marcadas e também VINCADAS em equipas de outros treinadores. Outros treinadores também conseguiram TRANSMITIR um modelo de jogo DEFINIDO aos seus jogadores em que as suas características estavam bem evidentes aos olhos de todos. Outros treinadores também fizeram REVOLUÇÕES e GANHARAM muitas vezes. Também já vi equipas MODERNAS a jogarem 3-3-4 ou 3-4-3.

O que torna então o princípio proposto por Guardiola mais IMPORTANTE do que o PRESSING ZONAL? Ou do que a COMPACTAÇÃO? Ou que a DEFESA ZONAL? Ou do que QUALQUER outro princípio de jogo INVENTADO por outros treinadores?

Serão todos os que INVENTARAM esses princípios os MELHORES TREINADORES DA HISTÓRIA?

Apesar da afinidade que tenho pela obsessão de Guardiola pela bola, esse princípio é TÃO IMPORTANTE quanto todos os outros. Todos eles têm o mesmo FIM, são INTERDEPENDENTES e formam a BASE das estruturas MODERNAS de jogo.

A equipa de PeP não estaria tão perto da perfeição se não tivesse nela contida todas as outras REVOLUÇÕES que o jogo já teve.

Guardiola é, juntamente com Mourinho, o MELHOR treinador do mundo! Formou a melhor equipa que vi jogar! Ainda assim sei que a beleza está nos olhos de quem a vê!

Não existe algo como MELHOR TREINADOR DA HISTÓRIA.

Mais uma vez agradeço a Edição de Ana Silva e Célia Rodrigues :) beijinhos a vocês

Cumprimentos

sexta-feira, maio 04, 2012

Introdução

Boa tarde caros amigos,

Quero começar por agradecer a um grande amigo, Diogo Teixeira, que me incentivou a continuar com a escrita e graças a ele vou fazê-lo. Não vai ser no formato que ele sugeriu, pois me havia pedido que continuasse a fazer uma crítica da actualidade do futebol nacional/internacional e sobre isso pouco vou ter a acrescentar a tudo que já se tem falado em programas desportivos, jornais ou sites.

Vou dedicar-me a escrever sobre aprendizagens que tenho tido, ao longo destes anos como amante da modalidade e como elas mudaram, em alguns momentos radicalmente e noutros mais suavemente, a minha visão sobre o jogo e sobre alguns dos seus executantes.

Desde já devo apresentar-me como Co-Treinador de uma equipa de Juvenis do campeonato distrital da segunda divisão, desde o início da temporada, de uma equipa de Juniores da primeira divisão de honra, desde a 21º Jornada, 7 de Março de 2012 e de uma equipa universitária da Faculdade de Ciências desde Dezembro de 2011.

Devem estar a questionar-se sobre essa situação de PARTILHA de liderança, aliás o que tenho ouvido quando explico a situação é: "vocês são dois, mas quem é que manda mesmo?!". Primeiro é necessário perceber que o conceito de dois treinadores que PARTILHAM a liderança não é novo e tanto em grandes equipas em Portugal (Benfica, Sporting), Selecção Nacional como também lá fora (Barcelona, selecção Sueca) já foi utilizado.

De seguida partimos para o que vocês definem como "dificuldades", ou seja, questões do tipo "vocês concordam com tudo?", "como resolvem quando não estão de acordo?", "costumam discutir muito?", "têm os dois as mesmas ideias/pensam os dois da mesma forma?", "durante o jogo se estiverem em desacordo como resolvem?", etc, etc, etc...

Devo começar por dizer que não é uma situação nada fácil a não ser que exista grande "QUÍMICA" entre os dois. Conheço o André e fomos/somos colegas, amigos, irmãos, jogadores, treinadores há quase 10 anos ininterruptamente. Crescemos com o amor pelo futebol em COMUM, crescemos a jogar JUNTOS e a PARTILHAR as mesmas experiências. fomos APROXIMANDO a nossa visão sobre o jogo, vimos competições e tivemos DISCUSSÕES infinitas sobre o jogo, jogadores, treinadores, equipas, árbitros, dirigentes e novamente sobre o jogo. Chegamos a conclusões JUNTOS, extremamos posições com igual PAIXÃO e no final de tudo isto quem ficou a ganhar? NÓS! Pois sem discussão, sem visões diferentes, sem sentimentos diferentes não existe EVOLUÇÃO! 

Não concordamos em tudo, nem podia ser de outra forma porque apesar da PARTILHARMOS uma visão sobre o jogo cada "cabeça" é única e vê as coisas de forma diferente de todas as outras. COSTUMAMOS entrar em desacordo muitas vezes, e AMBOS percebemos SEMPRE que o bem da EQUIPA está em primeiro lugar. Quando não há perspectiva de CONCORDÂNCIA num curto espaço de tempo, cedemos sempre e tentamos resolver da forma que um de nós acha melhor. Se correr bem óptimo porque a EQUIPA ganhou, caso não corra assim tão bem tentámos da forma do outro. É preciso compreender que no futebol nada está completamente certo ou errado e é preciso perceber quais os pontos fortes da ideia e tentar potencializa-la ao máximo. Como tinha dito anteriormente, discutimos muito e ainda bem que assim é pois é super saudável e a cada discussão CRESCEMOS, APRENDEMOS e vamos aproximando cada vez mais a NOSSA visão. Temos a maior parte das ideias em COMUM, pensamos na maior parte das vezes o MESMO mas é impossível pensar da mesma forma sempre pois vemos as coisas de forma SEMELHANTE, mas isso é diferente de as vermos de forma IGUAL. No decorrer do jogo é uma situação diferente, pois o tempo é curto para resolver, e existe sempre grande ponderação acabando a maior parte das situações por esbarrar em questões diagnóstico colocadas aos jogadores, sobre o que eles estão a sentir em campo, qual a dificuldade e a partir daí chegamos com grande facilidade a um CONSENSO.

Já vai longo para primeiro texto,
Ficou muito por dizer,

Cumprimentos a todos,